06 de fevereiro, de 2011 | 00:03
Fabriciano amplia acolhimento
Instituto de Acolhimento tem capacidade para atender até 20 crianças e adolescentes
FABRICIANO O município tem agora mais um espaço destinado ao acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco. O terceiro abrigo do município foi inaugurado na noite da quinta-feira, 3, com a presença da comunidade, secretários e do prefeito Francisco Simões (PT).
O Instituto de Acolhimento Sorriso de Criança fica no bairro Contente e tem capacidade para atender até 20 crianças de ambos os sexos com idade entre zero e 16 anos. O local funcionará em regime de acolhimento institucional, com base na legislação e nas normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A entidade contará com o apoio de 12 pessoas, entre funcionários e voluntários.
Os casos de medida de proteção serão encaminhados pelo Judiciário ou pelo Conselho Tutelar Municipal. A lei determina que as crianças fiquem no máximo até dois anos na instituição, mas o objetivo é que o espaço se torne apenas um lugar de passagem até o retorno das crianças para as respectivas famílias.
Segundo o presidente do Centro de Assistência Social e Incentivo ao Bem (Casib), instituição gestora do abrigo, Sérgio Antônio Dias, além de atendimento psicológico e social os meninos estarão inseridos no meio escolar.
Durante o tempo de permanência no abrigo, as crianças estarão inseridas em toda a rede social da comunidade”, afirmou. Os interessados em fazer doações ou visitas poderão entrar em contato pelo telefone 3846-2758 ou 3842-3136.
Em parceria com a administração municipal, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e o Centro de Assistência Social e Incentivo ao Bem (Casib) foram investidos R$ 99.400 do município e R$ 23.868,00 de recursos do fundo para a contratação de profissionais.
Reorganização
Em 2010, a Secretaria de Assistência Social reorganizou o atendimento nos abrigos municipais priorizando casos do próprio município. O objetivo é sanar o problema de falta de vagas que dificultava o trabalho da justiça e dos conselheiros tutelares.
Segundo a gerente de Proteção Social Especial, Patrícia Nunes, em 2009 havia 54 internos e apenas 18 deles pertenciam a Fabriciano. Acreditamos que com esse ordenamento priorizando crianças do próprio município e um trabalho focado na reintegração das famílias, não teremos mais inchaço nos abrigos”, pontua.
Ainda segundo a gerente, os investimentos feitos com recursos do FIA para a contratação de técnicos especializados, oferecendo atendimento às famílias e acompanhamento integral às crianças, cria oportunidades de reintegração familiar. Precisamos do abrigo, mas percebemos que o trabalho de prevenção e de recuperação com as famílias é ainda muito importante”, acredita.
Reintegração
Atualmente, há 48 crianças acolhidas em abrigos. Os motivos que levam à retirada temporária das famílias são carência de recursos material; morte dos pais, responsáveis ou dependentes; abandono ou violência doméstica.
O retorno destas crianças para suas famílias tem se tornado mais comum, mas Patricia Nunes ressalta que a forma e o tempo para esta reintegração é ainda preocupante. É preciso pensar qual a melhor forma para esta reintegração e sempre pensar no trabalho preventivo” concluiu.
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