08 de fevereiro, de 2011 | 00:00

PMT descarta suspeita de dengue hemorrágica

Resultado de exame na Funed não confirma causa da morte de timoteense

Wôlmer Ezequiel


COLETIVA DENGUE

TIMÓTEO – A administração municipal negou a suspeita de morte por dengue hemorrágica registrada no mês de janeiro. O resultado dos exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), enviado na última sexta-feira ao município, não comprova a suspeita. O resultado também foi negativo em outras análises feitas sobre febre amarela, hepatite A, B e C e leptospirose.
No fim do mês de janeiro, o almoxarife Rogério Cassim Souza, de 33 anos, morador do distrito de Cachoeira do Vale, morreu com suspeita de dengue hemorrágica. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Enéas de Almeida, não houve negligência no atendimento, conforme alegaram parentes de Rogério. “O governo municipal tem uma grande responsabilidade com a comunidade e, com certeza, esse paciente não morreu por causa de dengue hemorrágica, conforme indicou o resultado da sorologia”, pontuou.
Enéas de Almeida disse ainda que é comprovado que 90% a 95% dos focos do mosquito estão dentro das casas. “É importante que estas informações sejam dadas para que as pessoas se sintam mais tranquilas em relação ao trabalho do município”, ressaltou.
A gerente do Departamento de Saúde Coletiva, Luciana Gonçalves Barbosa, falou ainda sobre a importância das notificações feitas pelos profissionais da Vigilância Epidemiológica. “Com o conhecimento dos casos, a Vigilância tem feito ações de dedetização nos locais próximos a notificações de ocorrências”, citou. 

Complexo
Entre as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue está a aquisição de 90 mil doses do complexo homeopático. “Ipatinga e Coronel Fabriciano já usavam o complexo em suas unidades, mas nós precisávamos fazer um estudo para ter uma informação mais segura e mais precisa com relação a esta medida”, informou o secretário. Enéas de Almeida disse ainda que é importante lembrar que o medicamento não é uma vacina, e sim uma forma de minimizar os efeitos de desconfortos causados pela dengue como febre, dor no corpo e coceira.
Força-tarefa
Questionado sobre o apoio oferecido pelo governo estadual para o combate à dengue, o secretario explicou que o município aguarda a intervenção da Força-tarefa oferecida pelo Estado a diversos municípios. “Houve uma comunicação da Secretaria de Estado de Saúde e só pedimos um tempo para que tivéssemos mais condições de receber os agentes. Agora, só estamos aguardando uma resposta”, esclareceu. Para Enéas, é essencial que o governo estadual esteja disposto a custear a operação. “Precisamos, porém, que o Estado compartilhe conosco do custo desta operação e que ele entenda que não podemos arcar com todas as despesas porque, com certeza, dividindo o custo fica mais fácil”, destaca.
O secretário esclareceu que a equipe de Vigilância e Saúde tem várias ações em andamento para mobilizar toda a comunidade em torno da necessidade de diminuir os índices do LIRAa.

Mutirão
Ainda de acordo com Enéas de Almeida, na tentativa de diminuir os índices da doença a administração municipal mantém a campanha “Cidade Limpa”. “O movimento agora não é mais mensal e sim semanal, porque nós tivemos uma dificuldade em informar as pessoas”. De acordo com ele, não há uma distinção de bairros mais críticos em relação ao volume de lixo encontrado e ações mais responsáveis serão organizadas conforme os índices do próximo LIRAa, previsto para a segunda quinzena de março.
 
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