13 de fevereiro, de 2011 | 00:00
Sem Censura reeleita com 98,6% dos votos
Grupo chegará a 29 anos de poder à frente do Metasita
TIMÓTEO Hum mil, novecentos e vinte trabalhadores decidiram pela continuidade da chapa Sem Censura no comando do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), por mais quatro anos. Com 98,6% dos votos, o grupo completa 29 anos no poder da entidade sindical. A votação, que teve apenas uma chapa inscrita para o pleito, recebeu a participação de 1.948 eleitores, entre metalúrgicos e aposentados. Brancos e nulos somaram 28 votos.
O processo de votação durou dois dias, entre a última quinta e sexta-feira, nas portarias da metalúrgica Aperam (antiga Acesita) e outros pontos espalhados pelos municípios de Timóteo e Coronel Fabriciano.
Decidir pela permanência da atual diretoria foi a motivação para Edson Lana, 25, analista técnico, que acredita ser este o melhor caminho para assegurar os direitos trabalhistas. O sindicato tem cumprido bem o seu papel; falta, porém, uma participação mais engajada dos funcionários na luta sindical”, defendeu.
Para o operador Vanderlúcio Vieira Silva, 40, o dever do sindicato é tornar os direitos dos trabalhadores viáveis. Toda relação de empregado e empresa é conflituosa, mas o sindicato deve lutar para que os benefícios sejam extrajudiciais”, afirmou.
Entre as insatisfações dos empregados está o turno fixo, o maior desafio do Metasita na opinião do operador Gilson Leal, 43. O Metasita tem feito uma boa administração e lutado para acabar com este sofrimento, mas falta a sensibilidade da empresa para melhorar as condições de trabalho acabando com o turno fixo”, protestou.
O Metasita possui cerca de seis mil filiados, englobando sócios ativos, aposentados e afastados. Sua arrecadação mensal gira em torno de R$ 60 mil a R$ 70 mil. A chapa aclamada é representada pela comissão executiva: presidente, Carlos José Vasconcelos Silva; vice-presidente: Cláudio Pinto; secretário-geral: Gildázio José Ribeiro; secretário de Administração e Finanças: Kléber William de Sousa. Embora se trate de uma reeleição o grupo toma posse no dia primeiro de julho.
Desafios
Em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO, o presidente reeleito, Carlos Vasconcelos, disse que para este novo mandato o grupo Sem Censura continua com o compromisso de defender os direitos dos trabalhadores, mantendo algumas reivindicações que até o momento não foram alcançadas. Temos como proposta manter a luta para o fim do turno fixo, melhorar as discussões sobre segurança do trabalho e organizar melhor as reivindicações para os trabalhadores das empresas terceirizadas e aquelas localizadas no Distrito Industrial”, prometeu.
Sobre as recentes mudanças na organização administrativa da antiga Acesita, o presidente revelou que todo o período pós-privatização tem sido importante para o aprendizado dos sindicalistas. Temos aprendido que a mudança de comando faz parte do cenário econômico e acreditamos que a centralização do mercado do inox da companhia em Timóteo tem como objetivo induzir a alta nas vendas” afirmou.
Ainda segundo o presidente, uma empresa que recebe uma nova identidade tem a possibilidade de receber novos investimentos para melhorar e dar sustentação ao crescimento da produção do inox. Por outro lado, nossa preocupação é se o novo dono manterá os postos de trabalho e como será a política do novo comando. A terceirização da planta é ainda outro fator preocupante, mas ainda não há nada de oficial e a empresa não respondeu aos nossos questionamentos”, informou. Até o momento, a diretoria da Aperam não realizou nenhum contato com a diretoria do Metasita.
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