15 de março, de 2011 | 00:00
Paralisação de siderúrgicas japonesas pode aumentar o consumo de aço da Usiminas
DA REDAÇÃO Para a Usiminas ainda é cedo para avaliar se o terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão na semana que passou irá refletir nas vendas da companhia para aquele país. Conforme matéria veiculada no Diário do Comércio e da Indústria - DCI”, rumores de mercado” indicavam que a siderúrgica mineira pode se beneficiar com o crescimento de negociações de aço para o Japão, uma vez que foram constatados danos em cinco siderúrgicas locais.
De acordo com a informação do DCI” esse aumento das vendas na siderúrgica nacional poderia se dar em função da presença da Nippon Steel no bloco controlador da Usiminas. A empresa japonesa possui 27,8% do capital votante da companhia ao lado da Votorantim e Camargo Corrêa que, juntas, controlam 26% da empresa mineira.
A perspectiva de elevação de vendas de aço ocorre a partir da interrupção na produção das siderúrgicas Kashima, da Sumimoto Metal; Chiba e Keihin, da JFE Holding Inc.; e a Muroran e Kimitsu, da Nippon Steel, o que pode reduzir a produção por cerca de seis meses. Caso isso se confirme, 22,2 milhões de toneladas de aço serão retirados do mercado. Há ainda a probabilidade da unidade Kakogawa, da Kobe Steel, no oeste do Japão, também ter sido avariada.
Os efeitos do terremoto e o retorno da possibilidade de alteração no grupo de controle da maior produtora de aços planos do país, levou à alta das ações da Usiminas. Mas analistas de mercado classificam os rumores como especulações.
Outra informação é a de que a paralisação das siderúrgicas japonesas não deveriam trazer impacto direto sobre os preços do minério de ferro, uma vez que os possíveis embarques perdidos de matéria-prima dessas siderúrgicas representam apenas um volume pequeno na comparação com os embarques marítimos globais de minério de ferro, que somam um bilhão de toneladas ao ano
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