25 de março, de 2011 | 02:01

Sites de compras coletivas na berlinda

Procon orienta os consumidores a prestarem mais atenção nos detalhes contratuais antes de efetuar as compras

Wôlmer Ezequiel


COMPRAS COLETIVAS
DA REDAÇÃO – Assim como em todo Brasil, os sites de compras coletivas também viraram uma febre no Vale do Aço. Atualmente, já existe mais de uma dezena de endereços eletrônicos desse tipo com atuação na região. Como é um mercado novo, as pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento e isso tem provocado uma série de reclamações por parte dos consumidores. As estratégias de marketing desses sites e a diferença de tratamento dado ao consumidor que adquiriu o produto/serviço por meio da compra coletiva são os principais problemas relatados pelos usuários.
O coordenador do Procon de Ipatinga, Gilberto Pereira, contou ao DIÁRIO DO AÇO que as pessoas têm procurado o órgão buscando esclarecimentos sobre os serviços prestados pelos sites de compras coletivas, mas até o momento não houve a entrada de ação judicial contra essas empresas. “As pessoas que usam os sites de compras coletivas ligam para saber sobre os seus direitos. A gente passa as orientações por telefone. Até então, elas estão sendo atendidas e não houve a necessidade da entrada de processo contra essas empresas”, pontuou. 
Gilberto disse que os consumidores têm que ficar atentos aos prazos estabelecidos no sítio. “Os sites de compras coletivas têm normas bem definidas e todas as promoções oferecidas ao cliente têm prazos estabelecidos para que os produtos ou serviços sejam utilizados. Algumas pessoas buscam uma dupla interpretação da lei, alegando que compraram e por isso têm o direito de consumir”, citou.
Impulso
Já o coordenador do Procon de Coronel Fabriciano, Celso Barbosa Júnior, disse que o órgão fabricianense também tem sido procurado por pessoas com dúvidas sobre a prestação dos serviços dos sites de compras coletivas. “As pessoas têm que entender que se trata de uma relação contratual e os detalhes do contrato devem ser bem analisados pelos clientes para evitar futuros aborrecimentos. A sugestão que dou para os consumidores é que não comprem nada por impulso. É importante avaliar se o produto é mesmo uma necessidade e se os descontos oferecidos são reais”, orienta. 
Ele contou que o órgão registrou uma denúncia contra um site de compras coletivas, mas que atua em todo o território nacional. Assim que a empresa foi notificada, em menos de 10 dias o caso já havia sido solucionado e a pessoa teve sua reclamação atendida. 
Outro caso que tem aumentado a demanda do Procon é com relação a um desses sites que vendeu um produto que poderia ser consumido num bar. No entanto, esse bar fechou e as pessoas lesadas querem o ressarcimento do dinheiro investido. “Esse caso também já está sendo resolvido. O dono do site de compras coletivas está indenizando todos os consumidores que estavam participando daquela promoção específica”, finalizou.
Estratégias
As estratégias de marketing dos sites de compras coletivas estão entre as principais reclamações. “Todos os dias, minha caixa de e-mail fica lotada de informes publicitários dessas empresas. Já pedi para que tirassem meu endereço de e-mail da mala direta deles mais de uma vez, mas continuo recebendo diariamente e-mails com as ofertas. Na maioria das vezes, inclusive, são produtos ou serviços que não tenho interesse algum”, critica um estudante de Comunicação Social, que preferiu não ser identificado.
Outra situação que foi denunciada por um leitor do DIÁRIO DO AÇO é com relação ao que ele chama de “vale-tudo” para dominar o mercado no Vale do Aço. “Recentemente, presenciei em um estabelecimento a disputa de dois sites para negociar uma promoção. Outro fato que também me chamou muita atenção foi um dos sites, de maior porte, que registrou com o mesmo nome de outro que atua na região, só que sem o ‘.br’.
Assim, quando quando você acessa é direcionado para o site deles. Isso mostra que está valendo tudo aqui no Vale do Aço para dominar o mercado. Uma empresa gigante no setor registrou o nome de outra pequena em um domínio na internet. Até onde tudo isso vai?”, questiona um técnico industrial que preferiu o anonimato e diz usuário ativo desse tipo de serviço.
 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário