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26 de março, de 2011 | 00:02

Prefeitura reafirma demissões

Funcionários contratados iniciam greve nesta segunda

Wôlmer Ezequiel


PMI

IPATINGA - A administração municipal reafirmou que não irá suspender as exonerações dos servidores contratados por meio de função pública.
Resultado de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado junto ao Ministério Público para legalizar o funcionalismo no município, a Prefeitura de Ipatinga tem até o final deste ano para cumprir o acordo e demitir 1.029 funcionários. Assinado em dezembro de 2009, Até o momento a administração informou ter demitido cerca de 130 pessoas.
“A Prefeitura reitera à comunidade que não irá suspender as exonerações. As demissões gradativas, até o final de 2011, fazem parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público, do qual o Sindicato dos Servidores e os vereadores têm conhecimento”, informa a administração, por meio de sua Assessoria de Comunicação.
Mobilização
Insatisfeitos com as exonerações, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Ipatinga (Sintserpi) protocolou ofício na prefeitura ontem à tarde para informar o início de uma paralisação.
“A decisão foi tomada após realizarmos uma assembléia-geral com os servidores que estão na lista das demissões. Reivindicamos junto ao governo que as exonerações sejam suspensas até o dia 31 de julho. Até lá, queremos que a prefeitura realize concurso público e desenvolva algum programa para aproveitamento da mão de obra dos trabalhadores”, afirmou a presidente do Sintserpi, Helenir de Lima.
A paralisação começa nesta segunda-feira (28). Os setores que possivelmente serão mais afetados com as paralisações são os de vigilância e auxiliar de serviços gerais, uma vez que a maior parte dos contratados em função pública está nessas áreas.
Cumprimento
Após tomar conhecimento sobre a intenção dos manifestantes, a PMI lamentou a atitude. “A administração municipal, que sempre tem recebido a diretoria do Sintserpi para debater a situação da função pública, foi comunicada na tarde desta sexta-feira (25) da decisão da categoria de iniciar a paralisação a partir do dia 28 de março. O direito de mobilização e manifestação de todos os envolvidos é legítimo e democrático, mas a prefeitura reforça que todas as alternativas legais para evitar as demissões já foram esgotadas e não resta outro caminho senão o cumprimento do TAC”, conclui o governo municipal.
 
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