02 de abril, de 2011 | 00:00
Inclusão digital com uso prático
Oficina da CNM/Pnud ensina o uso da tecnologia para o desenvolvimento
MARLIÉRIA Um grupo de 60 pessoas, entre líderes comunitários, agentes de saúde, professores e jovens participou nesta semana, em Marliéria, de uma oficina de inclusão digital.O evento foi promovido pela Confederação Nacional dos Municípios e Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (Pnud) em quatro localidades brasileiras atendidas pelo projeto: Marliéria, Abaetetuba (PA), Barbalha (CE) e Jaguarão (RS).
O técnico da CNM, Marco Rodrigo de Oliveira Melo, saiu de Marliéria destacando a ampla receptividade das pessoas, tanto no distrito de Cava Grande quanto na sede do município. Segundo avaliou, a maioria das pessoas foi para a oficina imaginando que participariam de um curso de informática.
Nossa primeira iniciativa foi demonstrar às pessoas que o uso da tecnologia pode gerar benefícios. Fizemos uma pergunta básica. O que essas pessoas tinham em mente sobre o que é a inclusão digital? Conforme o esperado, a maioria respondeu que era o acesso ao computador conectado à internet. Mas inclusão digital é muito mais do que isso. É o que temos demonstrado nesses municípios”, detalhou.
Marco afirma que não se faz inclusão digital sem um processo educacional. No entendimento do técnico, as pessoas precisam aprender a tirar proveito da tecnologia e evitar o uso incorreto do recurso digital. Mostramos no curso que a tecnologia pode ser usada como um benefício coletivo ou individual”, afirmou.
No âmbito coletivo e público, a oficina de inclusão digital preparou agentes para trabalhar com o governo eletrônico como forma de qualificar a gestão pública e melhorar o acesso dos cidadãos aos serviços básicos.
Acesso a guias de impostos, certidões, endereços eletrônicos para sugestões, terminais de autoatendimento bancário são alguns dos serviços que facilitam a vida das pessoas em uma cidade. Quem trabalhar com artesanato, por exemplo, pode criar uma página para divulgar, expor e vender seus produtos. Isso é o uso da tecnologia com foco no desenvolvimento econômico”, indicou Marco Rodrigo.
Proveito
Para a professora da rede estadual de ensino, Nilmara Moreira Brandão Horta, participar da oficina permitiu ampliar a compreensão do que é a verdadeira inclusão digital.
A professora admite que é um desafio para a educação convencional, o ato de ensinar em uma época marcada pelo desenvolvimento tecnológico. Muitos dos alunos já chegam à sala de aula sabendo mais do que o professor no campo da tecnologia da informação”, disse a educadora.
O guarda-parque do Instituto Estadual de Florestas, Ézio Ângelo de Carvalho, disse ter ficado surpreso com o conteúdo da oficina. Ideal é se houvesse uma atualização dessas pelo menos duas vezes ao ano, tal o avanço que o mundo digital apresenta”, destaca. Ézio acredita que, após a oficina, nunca mais vai utilizar o computador da mesma forma como fazia antes.
Para o agente comunitário de Saúde, Marcinei Gonçalves Silva, o curso permitiu ampliar a visão sobre a inclusão digital. Para mim, foi possível redefinir o uso da informática. Para muitas pessoas aqui foi mesmo a definição do que é a inclusão digital”, concluiu.
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