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05 de abril, de 2011 | 00:00

Ribeirão Ipanema sobe e deixa creche ilhada

Moradores da Vila da Paz vivem momentos de apreensão com cheia repentina

Danúbia Mota


ENCHENTE VILA DA PAZ

IPATINGA – O fim da tarde de segunda-feira (4) foi de apreensão e muito trabalho para os moradores da parte baixa da Vila da Paz, no bairro Cidade Nobre.
Por causa da forte chuva na cabeceira do ribeirão Ipanema, o nível da água subiu rapidamente cerca de 70 centímetros por volta das 16h.
Mães viveram momentos de apreensão com a enchente que deixou parcialmente ilhado o Centro Educacional Comunitário Nova Esperança, na rua Zacarias, uma das mais atingidas pela água.
No momento havia na creche cerca de 80 crianças, com idades entre um e cinco anos. Os próprios moradores tiraram os alunos, por um portão lateral da instituição.
O Corpo de Bombeiros esteve no local para ajudar os moradores que precisavam sair de casa e enfrentavam dificuldades em atravessar a área inundada e sob correnteza.
Da mesma forma que a água subiu rápido também esvaziou em poucos minutos o largo ao fim da rua Zacarias. Adriana Dias Santos conta que tem um filho de um ano e meio na creche e um sobrinho de cinco anos.
Adriana tinha acabado de sair da rua Zacarias para ir a outra creche buscar outra criança quando a água do ribeirão Ipanema começou a subir. “Voltei correndo e, quando cheguei já não havia mais passagem. Até chegar aqui fiquei aflita e o alívio só veio quando vi as crianças sãs e salvas, retiradas por aquele portão”, diz Adriana.
 
Moradora da rua Zacarias, Marlene Alves conta que há 90 dias uma forte chuva inundou a parte mais baixa da Vila da Paz, mas não da forma como ocorreu ontem, quando a água do ribeirão Ipanema subiu rapidamente. “Há dois anos não víamos uma enchente como essa aqui”, afirmou.
 
Para o vigilante Fortunato, outro morador da Vila da Paz, o transtorno vivenciado pelos moradores no fim da tarde de ontem não é exatamente uma novidade e ele explica: “Cheguei aqui em 1982. Já vivemos pesadelos e isso aqui hoje ainda foi pouco. Lamentavelmente anunciaram há cinco anos uma obra que nunca chega. Nós não podemos colocar um tijolo, mas a obra não chega aqui”, reclamou.
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