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06 de abril, de 2011 | 00:00

Pesquisa revela quadro de atendimento ao idoso

FABRICIANO – “O Cuidado do Idoso no Contexto Familiar: percepção da equipe de Saúde da Família” foi o tema da pesquisa elaborada pela professora Maria Marta Marques de Castro Borges, do curso de Enfermagem do Unileste-MG, publicada pela Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia
O artigo tem como base a dissertação de mestrado desenvolvida pela docente, e foi publicado na edição nº 3 do periódico, que pode ser acessada em http://revista.unati.uerj.br/. A pesquisa foi desenvolvida como parte do programa de mestrado em Gerontologia pela Universidade Católica de Brasília e foi realizada na região do Vale do Aço, mais especificamente nas cidades de Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso.
De acordo com Maria Marta, a amostra contou com a colaboração de 75 profissionais, sendo auxiliares de enfermagem, enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem. “O objetivo desta publicação é apresentar a experiência no cuidado domiciliar de pessoas idosas dependentes, e as dificuldades vivenciadas para esse cuidado, a partir da percepção dos profissionais de Saúde da Família”, explica.
Sandra Margon, coordenadora do curso de Enfermagem do Unileste, ressalta que dados divulgados pelo IBGE já apontam que o número de pessoas idosas cresce em ritmo maior do que o número de pessoas que nascem, acarretando um conjunto de situações que modificam a estrutura de gastos dos países em uma série de áreas. “O envelhecimento populacional torna a saúde dos idosos um importante foco de atenção.
No contexto atual, a pesquisa realizada é relevante na medida em que busca direcionar o olhar dos gestores para as áreas de Geriatria e Gerontologia”, destaca.

Invetimentos
Os resultados evidenciaram que o cuidado domiciliar ao idoso dependente é realizado quando o mesmo se encontra num estágio de comprometimento da capacidade funcional mais avançado. Diante dessa realidade, os profissionais ainda se sentem despreparados para esse cuidado, além de vivenciarem dificuldades como a alta demanda de atendimentos na Unidade de Saúde da Família (USF), transporte insuficiente e equipe incompleta.
Conforme Maria Marta chegou-se à identificação de uma necessidade urgente de investimento dos gestores na educação continuada da equipe de Saúde da Família na área de Geriatria e Gerontologia. “É preciso investir na organização e no apoio às equipes, garantindo sua mobilidade e acessibilidade para o cuidado domiciliar, bem como a qualificação permanente dos profissionais, para que possam efetivamente atender às necessidades dessa crescente população de idosos”, afirma a pesquisadora.
 
 
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