06 de abril, de 2011 | 00:00
Chuva provoca interdição de posto de saúde no bairro Canaã
PMI adota providências para evitar novos aborrecimentos aos cerca de 33 mil usuários da unidade
IPATINGA A unidade de saúde do bairro Canaã foi interditada pela Defesa Civil na manhã desta terça-feira (5). Nenhum dos serviços habitualmente prestados foi realizado.
Como medida emergencial, a prefeitura disponibilizou quatro salas com profissionais para atender à população no posto do bairro Bethânia.
Os medicamentos puderam ser retirados em qualquer unidade de saúde do município. A administração municipal garante que as providências já estão sendo tomadas e a prestação dos serviços será retomada normalmente nesta quarta-feira (6).
O impedimento das atividades se deu em virtude da forte chuva que atingiu a região na segunda-feira (4) e na madrugada de ontem. Funcionários contaram ao DIÁRIO DO AÇO que, ao chegarem ao local, constataram que não havia condições de trabalho.
A unidade de saúde estava completamente alagada, e ainda escorria água pelas instalações elétricas. Por precaução, isso teria motivado a interdição da unidade.
O fechamento deixou centenas de usuários sem atendimento, haja vista que o Canaã, segundo dados do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), é o bairro mais populoso de Ipatinga, com 28.510 habitantes.
De acordo com o vice-presidente da Comissão Local de Saúde do bairro, Manoel Elione da Silva, estão cadastrados naquela unidade aproximadamente 33 mil usuários.
Conforme o dirigente, a comissão já encaminhou ofícios e se reuniu algumas vezes com membros da equipe de governo para cobrar melhorias estruturais naquela localidade.
Desde a época quando foi inaugurado (2009) o posto de saúde do Canaã sofre com as chuvas. Já encaminhamos ofícios e fizemos reuniões, mas como tem sido comum nesse governo, só fica na promessa. A gente quer que a questão seja solucionada de uma vez por todas, porque esse posto atende uma grande quantidade de pessoas”, disse.
Providências
A prefeitura informou, por meio de nota enviada pela assessoria de Comunicação Social, que ainda nesta terça-feira (5), uma equipe deu início às obras, mas todo o serviço somente será executado quando a chuva cessar”. A administração municipal alega que as calhas ainda não haviam sido trocadas, pois a PMI estava em processo de compra dos equipamentos”.
Além disso, o problema nas calhas já teria sido constatado e a empresa responsável pela construção da unidade de saúde erguida na gestão anterior foi notificada e terá que solucionar de vez o problema. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, não houve perdas de material de uso no posto médico.
O sargento Leonardo Cangussu, do Corpo de Bombeiros, contou ao DIÁRIO DO AÇO que a corporação recebeu uma chamada dando conta que o local corria risco de desabamento.
Uma guarnição realizou uma vistoria de avaliação de riscos e constatou que o grande volume de água da chuva fez com que a calha cedesse, provocando as infiltrações nas instalações elétricas.
Ele informou que os riscos observados foram de curto circuito e de acidentes por conta do piso molhado, situações que justificaram a interdição pela Defesa Civil.
Recorrente
No dia 15 de março, os pacientes que estiveram na unidade de saúde do bairro Canaã se depararam com a sala de espera completamente inundada. Foram usados baldes para tentar conter as goteiras e a entrada principal foi fechada.
Os usuários tiveram que passar por uma entrada improvisada na lateral do edifício, onde normalmente funciona a sala de reuniões. Na época, o chefe de gabinete da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), Jadson Heleno, afirmou que as infiltrações ocorreram em virtude de um problema detectado na calha e o mesmo teria sido reparado.
Usuários alegam dificuldades para marcar consultas
A equipe de reportagem do DIÁRIO DO AÇO esteve no local na tarde desta terça-feira (5) e acompanhou a situação dos usuários pelo atendimento na unidade médica do bairro Canaã.
A insatisfação da população era nítida, fosse para realização ou marcação de consultas, retirada de remédios, encaminhamento de exames, entre outros serviços.
A aposentada Raimunda Maria da Costa, de 55 anos, estava com uma consulta marcada para as 14h45. Ela contou que já havia cerca de três meses que tentava marcar a consulta para apresentação de exames e não conseguia.
Tem mais ou menos 3 meses que tento marca essa consulta. Quando consigo, acontece isso. O posto está fechado e me mandaram ir no posto de saúde do Bethânia. Estou torcendo para ser recebida, porque a gente tem encontrado dificuldades para conseguir consultar”, pontuou.
A dona de casa Maria Aparecida Azevedo, falou que, além dos problemas de infraestrutura, os usuários têm encontrado dificuldades na marcação de consultas.
Esse problema já é antigo. A população tem que chegar de madrugada para tentar conseguir agendar uma consulta. Tem dia que 4h da manhã já tem gente na fila e mesmo assim não consegue”, finalizou.
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