07 de abril, de 2011 | 00:00

Defesa civil alerta para o perigo no corte de barrancos

Wôlmer Ezequiel


BARRANCO FABRICIANO

FABRICIANO – Segundo a meteorologia o período chuvoso pode se estender até o mês de maio. A frente fria estacionada sobre o Sudeste também é responsável pelas chuvas registradas nos últimos dias. Em Coronel Fabriciano, a Defesa Civil alerta para o perigo causado pelos cortes irregulares nos barrancos que, encharcados pelas águas da chuva, podem causar deslizamentos.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, Irnac Valadares, durante o período chuvoso, a terra fica fofa e por isso facilita o corte. Porém, antes de fazer qualquer intervenção no terreno é preciso pedir auxílio técnico e especializado. “É preciso tomar todo o cuidado para a execução correta do corte para não colocar vidas em risco”, ressaltou.
Para Irnac Valadares, um exemplo de corte perigoso com cerca de oito metros, localizado na avenida Atlântica, no bairro Morada do Vale, representa a realidade de muitos casos semelhantes do município. “O corte foi feito em 90 graus, sem nenhum critério ou projeto técnico e alvará da prefeitura”, pontuou.
Procurado pela reportagem do DIÁRIO DO AÇO, o comerciante José Anício de Oliveira, 39, proprietário do terreno, alega que desconhecia a existência de uma fossa e de uma rede de esgoto no local. O imprevisto encontrado durante a retirada da terra causou um pequeno deslizamento.
Para garantir a segurança da obra sem prejudicar a vizinhança, José Anício está erguendo um muro de arrimo de sete metros, composto por três degraus. “Estamos trabalhando sem parar com o acompanhamento de um engenheiro e, até o fim desta semana, a obra estará concluída”, garantiu. O proprietário acrescentou que, se voltar a chover forte, a família que mora na residência acima do terreno será retirada para um local seguro. “Eu estou vigiando a obra e oferecendo toda a segurança, assumindo qualquer risco”, ressaltou. José Anício reclamou da burocracia na aprovação de um projeto de construção pela prefeitura municipal. “Se eu fosse esperar autorização da prefeitura para dar andamento ao projeto, essa obra ficaria parada, correndo o risco de desabar”, lamentou.
 
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