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10 de abril, de 2011 | 00:00

A vida em meio ao improviso

Comunidade do Nova Esperança sofre com falta de infraestrutura do beco 4

Wôlmer Ezequiel


COMUNIDADE NOVA ESPERANÇA 1

IPATINGA – A comunidade do bairro Nova Esperança tem sofrido com a falta de infraestrutura daquela localidade. Mais especificamente, os moradores do beco 4, uma extensão da rua 8, cobram uma intervenção do poder público. As principais reclamações são com relação à dificuldade de acesso e falta de iluminação pública. A situação fica ainda pior no período chuvoso, uma vez que o trecho não possui pavimentação nem sistema de escoamento de água. Para minimizar um pouco os problemas os próprios moradores fizeram benfeitorias no local.
O aposentado Paulo Afonso Abreu, morador do bairro há 13 anos, disse que os desmoronamentos de terra são frequentes naquela região. Ele disse que, recentemente, a prefeitura fez escavações na área e alterou o sentido de escoamento da água da chuva. “Antigamente tinha um escoamento que funcionava. A prefeitura veio aqui e parece que tamparam. Agora, quando chove, a água passa pelo meu terreno e acaba provocando erosões. Nós até improvisamos uma contenção com sucata e pneus para evitar que o terreno cedesse mais”, contou.
Wôlmer Ezequiel


COMUNIDADE NOVA ESPERANÇA 2

Acesso
Outra improvisação feita pela comunidade é a escada que dá acesso ao local. No entanto, por se tratar de um paliativo, não tem qualquer proteção e deixa os residentes da área expostos a riscos de queda. Além disso, a chuva traz lama e lixo, que ficam acumulados na porta das residências dos moradores.
A doméstica Nilda Isabel de Souza e sua família moraram a vida toda naquela área. Ela tem um irmão deficiente que não consegue se locomover sem ajuda e passa por muitas dificuldades para utilizar a passagem improvisada. “Os meus pais já são idosos e não conseguem carregar ele. Eu, como trabalho o dia todo, nem sempre estou por perto. Isso faz com que ele fique somente dentro de casa”, lamentou. Nilda disse que uma vizinha, que também é deficiente física, já caiu diversas vezes ao descer pela escada.
A dificuldade no acesso ao beco 4 traz ainda prejuízos econômicos para a população local. As empresas se recusam a fazer entregas naquela região ou, então, cobram mais caro por isso. “Quando a gente compra materiais de construção, por exemplo, é um preço. Mas para fazer a entrega em casa cobram às vezes o mesmo valor pago pela mercadoria. Acontece a mesma coisa com compras de supermercado”, pontuou a dona de casa Leila Moreira da Silva.
O autônomo Ronaldo Gomes Silva acredita que os moradores acabam ficando sujeitos aos riscos à própria vida. “Imagina se alguém passa mal e precisa de atendimento urgente? Nem tem como o socorro ser feito rápido porque são muitos obstáculos”, analisa.
Investimentos
A Secretaria Municipal de Obras informou que a intervenção na escadaria, entre os números 115 e 130, estão previstas no Programa de Aceleração do Crescimento. Recentemente, o prefeito Robson Gomes esteve no Ministério das Cidades para definir a aprovação dos projetos e assim dar início às licitações dos empreendimentos. Ainda segundo a prefeitura “a liberação dos recursos vai ocorrer por meio da Caixa Econômica Federal (CEF) e, a partir disso, é que a licitação para a realização das obras será aberta”. Para o saneamento dos bairros Nova Esperança e Serra Dourada serão investidos R$ 11,8 milhões.
 
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