10 de abril, de 2011 | 00:00
Grupo discute plano de convivência familiar
TIMÓTEO - Uma comissão formada por membros de diversos setores da sociedade e da prefeitura realiza reuniões, desde o início de março, para elaborar o Plano Municipal de Convivência Familiar e Comunitária. Um dos objetivos do plano é trabalhar o atendimento da criança e do adolescente em situação de risco ou vulnerabilidade social e fazer a prevenção de atos de violência doméstica, sexual e outros motivos que levam jovens a serem retirados de suas famílias e levados para abrigos.
Em 2010, na primeira fase do Programa, gestores municipais, assistentes sociais, educadores e todos aqueles que trabalham com o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e Adolescente na região, participaram de uma capacitação oferecida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social em parceria com Casa de Acolhida Novella”.
A Casa Novella é uma ONG de Belo Horizonte que orienta sobre a reintegração de crianças vítimas de violência doméstica. Segundo a assessora da Casa Novella, Denise Andréia de Oliveira Avelino, que coordena as reuniões de elaboração do Plano Municipal de Convivência Familiar e Comunitária, as famílias devem ser acompanhadas pelo município para que possam dar conta de manter a criança junto de si.
A intenção é reduzir ao máximo o número de crianças que precisam de acolhimento institucional. Quando a criança é retirada da família seja por motivo de negligência, abandono ou violência ela sofre muito. A família sofre também. Mas a criança, muitas vezes, não entende o motivo do afastamento e, por isso, ela sofre mais, sente-se culpada. Existem estudos que provam isso”, mencionou.
Denise Avelino explica ainda que o mais importante é compreender que a família que perde a guarda da criança, tem provavelmente um motivo que precisa ser ouvido e trabalhado pelas políticas públicas.
A elaboração do Plano de Convivência Familiar será seguida de uma fase para consulta pública”, momento em que a comunidade poderá opinar, fazendo ressalvas ao plano. O acesso será liberado para toda a comunidade, para que as pessoas leiam e possam dizer se estão de acordo, em meados de junho do corrente ano. As ressalvas serão lidas pela comissão e as medidas que forem acatadas serão anexadas ao plano de ação. ”É o momento em que a sociedade vai conhecer o plano e vai poder participar efetivamente”, explica Denise.
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