10 de abril, de 2011 | 00:00
Multas aplicadas a partir de 1º de março não têm validade
Fim de contrato com a Engebras invalida autuações
FABRICIANO O funcionamento dos radares em Coronel Fabriciano e o contrato firmado entre o município e a empresa que operava o sistema já é alvo de investigação.
Enquanto isso, a administração municipal garante que nenhum condutor receberá qualquer notificação com data a partir do dia 1º de março.
A suspensão temporária das multas sobre os condutores que infrigirem o limite de velocidade nas vias públicas de Fabriciano se deve ao fim do contrato com a empresa Engebras, responsável pelo gerenciamento e fiscalização do trânsito municipal, encerrado no dia 28 de fevereiro.
No entanto, o governo municipal reafirma que não pretende retirar os equipamentos e que novos fiscalizadores de velocidade serão ainda instalados na avenida Tancredo de Almeida Neves após novo contrato.
Depois da audiência pública realizada nesta sexta-feira (8) pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais para analisar a legalidade do processo de instalação dos radares no município, muitos motoristas poderão conseguir o cancelamento de suas infrações, caso fiquem confirmadas as denúncias de irregularidades.
Para o deputado estadual, José Célio Alvarenga, presidente da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas, também responsável pelo processo investigativo, as colocações da administração municipal para justificar o sistema de fiscalização foram satisfatórias, porém incoerentes. Eu não concordo que a educação no trânsito se faça com punição em cima de punição, argumentou.
O deputado também contestou a afirmação do prefeito Francisco Simões, segundo as qual não há emissão de multas por infrações captadas pelos radares após o dia 28 de fevereiro, data do encerramento do contrato com a Engegras.
O parlamentar apresentou uma notificação com data de 15 de março. Simões rebateu alegando que nenhum condutor será obrigado a pagar uma multa neste período.
Se isso aconteceu foi um erro e o condutor pode procurar a administração ou a Jari, pois ninguém deverá pagar uma cobrança referente a multas registradas neste período”, garantiu.
A administração municipal ressaltou que já existe um novo processo de licitação já em andamento para contratação de uma nova empresa que será responsável pelos registros de multas.
O processo será transparente e os documentos ficarão disponíveis para consulta”, afirmou. Os radares devem voltar a funcionar com assinatura da nova ordem de serviço.
Agentes
A assessora jurídica do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Izabela Rizortte questionou a validade das infrações notificadas pelos agentes municipais de trânsito.
Eu só fico questionando a lavratura dos autos de infração porque o Código de Trânsito Brasileiro exige que o auto de infração seja lavrado por servidor civil ou estatutário conforme o artigo 280 parágrafo quatro”, explicou. O prefeito municipal respondeu que já existe um concurso em andamento para contratação de 12 agentes.
O DIÁRIO DO AÇO perguntou nas ruas se as pessoas concordam ou não com a instalação dos radares. Veja as respostas.
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