13 de abril, de 2011 | 00:00

Ipatinga inova na alfabetização

Método usa neurolinguística para estimular escrita e leitura entre os pequenos

 
José Barbosa/PMI


INSTRUTOR DINIZ

IPATINGA – Coordenadores, professores e auxiliares da rede municipal de ensino concluem, nesta quarta-feira (12), um curso de apresentação e introdução ao novo material didático adquirido pela Secretaria Municipal de Educação. O material é voltado à alfabetização de crianças a partir de seis anos. O curso integra o projeto Alfabetizar em Tempo e faz parte do processo de elaboração do Programa Municipal de Alfabetização.
O material didático de alfabetização adquirido pela Secretaria foi desenvolvido pelo Instituto Alfa e Beto, especializado na didática voltada para as crianças. Composto por manuais, minilivros, materiais didáticos e paradidáticos, além de jogos e fantoches, o material tem como principal função aprimorar a capacidade do aluno em absorver os conhecimentos relativos à leitura e escrita da língua portuguesa.
Francisco Lima Diniz, instrutor do Instituto Alfa e Beto, responsável pelo curso, explica que com o programa as crianças de Ipatinga serão alfabetizadas na idade mais adequada para este tipo de aprendizado, por meio de métodos que estão dando certo em diversos estados do país. “Os professores irão utilizar a metodologia metafônica, que hoje é o que há de mais moderno em termos de programas de alfabetização no mundo.
Ele utiliza principalmente conhecimentos da psicologia cognitiva, da neurolinguísticas, assim como outras ciências. Com isso, o objetivo principal é que, ao final do ano letivo, as crianças estejam lendo de 60 a 80 palavras por minuto e escrevendo sete a 10 palavras por minuto. Dos sete aos oito anos, a criança irá se dedicar apenas a aprimorar este conhecimento”, explica.
Otimismo
Com a conclusão do Programa Municipal de Alfabetização, 84 turmas de crianças de seis a oito anos da educação infantil e ensino fundamental, serão beneficiadas com a sua aplicação. Os profissionais da educação apresentam um grande otimismo em relação ao projeto. “Com o trabalho que temos elaborado aqui, proporcionamos às crianças a aprender por meio da brincadeira, do lúdico. Eu acredito muito neste programa. Tomamos um ótimo caminho”, cita Tereza Seixas, coordenadora do ensino fundamental da Escola Municipal Altina Gonçalves.
José Barbosa/PMI


CELINA

“Mesmo com pouco tempo trabalhando com este projeto, temos notado um interesse maior por parte das crianças, assim como uma progressão constante. Trabalhamos, por exemplo, com a questão da fluência fonética, algo que é novo na rede municipal. Com elementos como este, as crianças têm apresentado muito mais facilidade de aprendizado durante o processo de alfabetização”, descreve Celina Arminda de Paula, da Escola Municipal Sete de Outubro.
 
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