13 de abril, de 2011 | 00:01
Ação de motorista determinante para tragédia da APAE em 2010
Condições da estrada e ponte estreita na MG-451 também contribuíram para o acidente
IPATINGA - O comportamento do motorista que dirigia o ônibus envolvido na tragédia com os alunos da Associação dos Pais e Amigos do Excepcional (Apae) foi determinante para a morte de 11 pessoas e 22 acidentados. Está é a conclusão apontada pela perícia do Instituto de Criminalística da 2º Delegacia de Capelinha, responsável por apurar o caso.
O acidente ocorreu às 23h15 do dia 16 de outubro de 2009. Durante o retorno das etapas finais dos Jogos do Interior de Minas Gerais (Jimi), realizado em Montes Claros, dois ônibus faziam o transporte dos atletas e funcionários da entidade e um atleta da Usipa.
Ao passar por uma ponte estreita na estrada MG-451, na altura do município de Carbonita, o motorista Adilson Custódio da Silva tentou ultrapassar o outro veículo que também transportava alunos da Apae e acabou caindo de uma altura de 7 metros às margens de um rio.
Ainda segundo o relatório da perícia, os dois veículos trafegavam com velocidades compatíveis com o trecho da estrada, entretanto, as condições da via contribuíram para que a tragédia ocorresse.
Os peritos entendem que o período noturno, a sinalização escassa e a largura da ponte, bem como a massa dos veículos foram fatores que contribuíram para a ocorrência do acidente”, é destacado nas considerações finais do relatório.
A reportagem do DIÁRIO DO AÇO tenta há dois dias fazer contato com o delegado Michel Morato, titular do inquérito e com o motorista Adilson Custódio da Silva. O aparelho telefônico dos dois informa que estão fora de área ou desligados.
Vítimas
Conforme noticiado na edição deste domingo (10), um grupo de familiares de oito das 11 vítimas do acidente se organizou para discutir junto aos agentes envolvidos na tragédia maneiras que minimizar a dor dos parentes.
Segundo o advogado Emílio Celso, que representa o grupo, até o momento ninguém entrou na Justiça para pedir indenização ou qualquer outra iniciativa do gênero.
Essas pessoas querem discutir saídas pontuais para acalentar o sofrimento de cada um. Além disso, os trabalhos desenvolvidos pela Apae de Ipatinga precisam ser reavaliados. As pessoas assistidas pela entidade têm o direito e precisam de melhores condições de atendimento”, avalia o advogado que esteve na Prefeitura de Ipatinga na tarde de ontem (12), para agendar um encontro com assessores da administração.
Segundo a assessoria de Comunicação da PMI, o secretário de Governo, Cemário Campos, vai agendar uma reunião entre representantes da Procuradoria Geral e Assistência Social de Ipatinga com os familiares das vítimas. Após a reunião com a Prefeitura, os parentes vão buscar um encontro com as empresas de transporte envolvidas na tragédia.
O QUE JÁ FOI PUBLICADO SOBRE O ASSUNTO:
Não há dinheiro que pague a perda de um filho” - 10/04/2011
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