14 de abril, de 2011 | 00:01
Vale do Aço em alerta por causa da febre maculosa
Fim do período chuvoso traz de volta riscos da doença do carrapato
FABRICIANO Febre alta, dor de cabeça, dor muscular, náuseas, vômitos, dor de garganta, dor abdominal e mal-estar são sintomas de contaminação da febre maculosa que o paciente pode apresentar após o contato com carrapatos ou larvas deste animal, transmissores da bactéria.O período de estiagem é propício para a proliferação de carrapatos. O carrapato-estrela, disseminado principalmente pelos equinos, são transmissores da bactéria Rickettsia rickettsii.
A transmissão ocorre com a picada do carrapato da espécie Amblyomma cajennense. Na fase mais avançada, a doença pode evoluir para um quadro de confusão mental, alterações psicomotoras, icterícia, convulsões, coma, necrose em extremidades e óbito.
De acordo com o coordenador de Epidemiologia da Gerência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano (GRS), Fabiano Stracieri, não há registro atual de casos da doença.
Uma pessoa da cidade de Inhapim, no início de abril, foi internada em hospital do Vale do Aço, com suspeita de ter contraído febre maculosa, mas o resultado do primeiro exame de sorologia deu negativo. A GRS aguarda ainda o resultado do segundo exame.
O coordenador de Epidemiologia contou que todas as unidades de Vigilância Epidemiológica dos municípios sob jurisdição da GRS recebem o fluxograma para atendimento de pacientes. Nele constam instruções do que é um caso suspeito, tratamento, e como realizar o diagnóstico.
De agosto a outubro, o risco de ocorrência de casos humanos da doença é maior, segundo análise da GRS. Entretanto, a GRS realiza um trabalho de prevenção sobre educação em saúde, nos meses de junho, julho e agosto na microrregião de Caratinga por ser uma região de risco endêmico.
Sobre as formas de prevenção da febre maculosa, doença que pode ser fatal, se não descoberta e tratada em tempo adequado, Fabiano recomenda o uso de roupas brancas e de mangas compridas em áreas com mato e presença de animais. Em caso de contato com o carrapato, evitar espremê-lo, pois ele reage e libera bactérias. Nunca retirá-lo com as unhas, e sim com pinças e procurar imediatamente tratamento médico.
Maculosa
A Secretaria de Estado de Saúde confirmou, no dia 31 de março, a segunda morte por febre maculosa neste ano em Minas. A vítima morava na cidade de Araxá, no Alto Paranaíba.
A primeira morte confirmada em 2011 foi no município de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas a Secretaria de Saúde não informou a data. No ano passado, foram registrados onze casos da doença no Estado.
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