15 de abril, de 2011 | 17:21
Exoneração de padre revolta comunidade
Fiéis reagem com protesto em frente a igreja em João Monlevade
DA REDAÇÃO O pronunciamento do representante da Diocese de Itabira e Coronel Fabriciano, padre Francisco Guerra, marcado para ocorrer neste sábado, às 16h, na Igreja São José do Operário, em João Monlevade, deverá pôr fim a uma polêmica sobre a exoneração do padre José Filipe Bastos, suspeito de não possuir ordenação da Igreja Católica, documento exigido para o exercício da função. A expectativa é que as explicações acalme os ânimos dos fiéis.
Na quarta-feira (13) o padre Carlos Jorge Teixeira anunciou, durante a missa das 18h, na Matriz em João Monlevade, que o padre José Filipe Bastos deixaria a comunidade. Inconformados com a decisão, os moradores questionaram a saída do religioso e o boato de que ele não seria padre de verdade surgiu como explicação para a exoneração.
Revoltados com a notícia, moradores próximo ao padre Bastos, relataram que a exoneração teria sido motivada por uma denúncia de párocos da região enciumados com o sucesso de Bastos entre os fiéis. Em entrevista ao jornal local "A Notícia", o padre Bastos disse que há documentos comprobatórios de sua legitimidade como padre. "As fotos da minha ordenação estão disponíveis para quem quiser ver. Vou voltar para Belo Horizonte", disse.
Comunicado
A Diocese de Itabira e Coronel Fabriciano, responsável pelas paróquias de João Monlevade, não confirmou a motivação da saída de José Filipe Bastos. Comunicado do bispo diocesano, Dom Odilon Guimarães Moreira, enviado à imprensa, informa apenas que o conselho presbiteral, aceitou o pedido de renúncia do padre, que em caráter experimental esteve à frente de duas paróquias. Na nota não há informações sobre o motivo da saída do religioso.
O padre José Filipe Bastos foi empossado na paróquia de João Monlevade há três meses. Assumindo a Igreja Nossa Senhora de Fátima e a matriz São José do Operário. Segundo os moradores, desde então, a Igreja Matriz que estava aparentemente abandonada pelos católicos começou a ter em suas celebrações mais de dois mil fiéis.
Se comprovado que o padre atuava de forma irregular, os casamentos, batizados e demais sacramentos realizados por ele serão anulados pela Igreja Católica, pois não teriam validade.
Protesto
Na quinta-feira (14) cerca de 200 fiéis protestaram em frente à Matriz São José Operário contra a saída do padre José Filipe Bastos. Eles cobriram a lateral da igreja com várias faixas pretas e também usaram nariz de palhaço como forma de protesto. Alguns disseram que não vão pagar o dízimo e também não irão participar das celebrações da Semana Santa na cidade. O assunto paroquiano tomou proporções ainda maiores depois que alguns blogs e uma rádio de João Monlevade veicularam a notícia.
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