16 de abril, de 2011 | 01:20

Justiça retira crianças da Associação Nova Vida

Assistidos foram levados para outras duas entidades

Wôlmer Ezequiel


CONSELHO RETIRA CRIANÇA

IPATINGA - Uma equipe formada por membros do Conselho Tutelar e funcionários da Secretaria de Assistência Social transferiu na tarde de ontem (15) todas as crianças assistidas pela Associação Beneficente Nova Vida para outras duas entidades assistenciais. A ação foi adotada para cumprir uma determinação do juiz de Direito, Evaldo Elias Penna Gavazza, substituto da Vara da Criança e do Adolescente, José Clemente, que está em férias.
“Fomos pegos de surpresa. Jamais esperávamos que algo desse tipo pudesse acontecer. Todas nossas crianças são muito bem tratadas e choraram muito na hora em que esse pessoal veio buscá-las”, relatou com lágrimas nos olhos uma das funcionárias da Associação Nova Vida. Ao todo, a entidade atendia 25 crianças em estado de vulnerabilidade social com faixa etária de até 12 anos.
Segundo o secretário de Educação Maurício Mayrink, 20 crianças foram encaminhadas para o Educandário Família de Nazaré e os outros cinco para o abrigo municipal. Questionado sobre o motivo que levou a Justiça a determinar a retirada dos menores, Maurício Mayrink foi protocolar:
“Estamos apenas acompanhando o Conselho Tutelar para cumprir uma decisão judicial. Informar os motivos dessa medida não é de nossa responsabilidade”, declarou. Maurício reiterou ainda que a entidade não renovou o convênio com a administração municipal por falta de apresentação de documentos.
Wôlmer Ezequiel


CRIANÇA RETIRADA ENTIDADE

“A Associação Nova Vida não foi contemplada com recursos municipais este ano por não ter apresentado a documentação necessária para a prestação de contas e outros pontos importantes. Diante disso, até então era mantida de maneira independente da Prefeitura”, pontuou Maurício Mayrink.
A reportagem do DIÁRIO DO AÇO presenciou o momento em que os conselheiros tutelares retiraram as crianças para serem transferidas. Dentre os motivos que culminaram com a determinação da Justiça, estariam a prática de maus tratos por parte dos funcionários, irregularidades administrativas da coordenação e falta de assistência adequada. 
“Essas pessoas estão trabalhando. Não tenho conhecimento do que levou o juiz a tomar essa atitude. Só quero afirmar que não temos nenhuma irregularidade e qualquer outra informação somente o nosso advogado está autorizado a dar”, declarou Moisés Galdino, coordenador da Associação Beneficente Nova Vida. Por telefone, o advogado Jairo Carvalho, citado pelo coordenador da entidade, afirmou que só irá se manifestar sobre o assunto nesta segunda-feira (18).
 
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