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19 de abril, de 2011 | 01:20

Obra preocupa comunidade escolar

Falta de proteção às bases de concreto da construção causa apreensão a pais de alunos

Moriá Benevides


MURO CAINDO

IPATINGA – As obras de um prédio vizinho à Escola Municipal Lucinda Fernandes Madeira, no bairro Vila Formosa, tem deixado preocupados os pais das crianças que estudam naquela unidade de ensino. Isso porque, segundo eles, os alicerces da construção estão visivelmente danificados.
Uma parte do muro que ajudava na sustentação desmoronou no período da chuva. A Defesa Civil já esteve no local algumas vezes para vistorias, mas sem laudos conclusivos. O secretário municipal de Educação, Maurício Mayrink, se reuniu há cerca de 10 dias com os membros da direção do educandário e do Conselho Escolar, e garantiu que tomaria as devidas providências até a última sexta-feira (15).
Os problemas relacionados ao prédio tiveram início há aproximadamente um ano e meio, quando as obras começaram. A edificação fica num terreno íngreme, ao lado da escola. A preocupação dos representantes do Conselho Escolar é em virtude das atuais condições das bases de concreto da construção, que eles consideram prejudicadas. Além disso, uma parte do muro já cedeu e pedaços de madeira estão improvisados para ajudar no apoio.
Moriá Benevides


MURO CAINDO 3

“A Defesa Civil já veio na escola várias vezes, mas nenhuma providência concreta foi tomada. Um engenheiro da prefeitura chegou até a confirmar que existe risco, mas um laudo técnico não foi elaborado. A gente quer essa resposta oficial da Defesa Civil. Se não existe o risco, que eles assumam. Se tem, tomem alguma providência. O que não pode é ficar nessa indefinição”, defende o presidente do Conselho Escolar, Edson Garcia Fernandes.
Os pais dos alunos estão com medo pelo fato de não haver um escoamento adequado. Por isso, quando chove, desce um grande volume de água, o que aumenta a erosão no terreno. Nesse caso, a unidade educacional fica completamente tomada por água e lama e gera outro transtorno, porque as aulas precisam ser interrompidas, para limpeza da sujeira e dos estragos na estrutura física, e ainda nos equipamentos.
Alguns pais chegaram a cogitar a hipótese de mudar seus filhos de escola. “Tem três salas que ficam exatamente em frente à construção. São no mínimo 90 crianças que ficam em risco. Isso sem contar os funcionários e se tiver gente na quadra na hora de uma provável fatalidade. Eu mesmo cheguei a pensar em tirar meu filho dessa escola, mas depois pensei que não é só arrumar outra escola para ele, porque têm várias outras crianças na mesma situação. A prefeitura tem é que tomar uma providência urgente”, desabafa a diarista Marimárcia de Lima Silva.
Moriá Benevides


MURO CAINDO 2

“Nós (pais) estamos com muito medo. São nossos filhos que estão do lado do perigo. A prefeitura fala que tem um projeto em andamento, mas nada é feito. A gente quer é solução imediata. É sempre assim. Depois que as tragédias acontecem aparece um tanto de políticos querendo aparecer”, indigna-se a conselheira e mãe de aluno, Cleide Marcolino.
O presidente do Conselho Escolar disse que um documento está em fase de elaboração e até a quarta-feira (20) será encaminhado ao Ministério Público. “Estamos elaborando esse documento e vamos acionar o Ministério Público para ver se assim alguma providência é tomada. São crianças que estão em perigo e não fazem nem ideia do risco que estão correndo”, conclui Edson Garcia.
 
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