20 de abril, de 2011 | 01:20

Rede municipal sem o remédio Prolopa

Instituto Parkinsoniano de Minas Gerais cobra fornecimento. Secretaria de Saúde aguarda conclusão de licitação.

Divulgação


PROLOPA
IPATINGA - Pessoas que sofrem de Parkinson reclamam da falta de medicamentos nos postos de saúde do município. Da lista de medicamentos necessários no tratamento da doença, um dos mais importantes, o Prolopa (levodopa + cloridrato de benzerazida) está em falta.
O remédio é responsável por amenizar um dos principais sintomas da doença, que são os tremores. A caixa contém 30 comprimidos e custa em média R$ 68. Alguns pacientes precisam tomar até quatro caixas por mês e, por enquanto, não há nenhum genérico do Prolopa.
Segundo o presidente do Instituto Parkinsoniano de Minas Gerais, Gervásio Pierre Araújo Fraga, a responsabilidade pela compra do medicamento passou do Estado para os municípios. “Foram oferecidas duas opções aos municípios, adquirir o medicamento na farmácia do Governo para a distribuição ou receber a quantia em dinheiro para compra do medicamento”, afirmou o dirigente. 
De acordo com Gervásio, as cidades de Timóteo e Coronel Fabriciano optaram por receber o medicamento e distribuir por meio de um cadastro às pessoas que fazem o tratamento da doença e está tudo normalizado nestas cidades. “Todas as vezes que vamos aos postos de saúde de Ipatinga o remédio está em falta. Deve haver um equívoco quanto a esta distribuição e deve ser verificado pela Secretaria de Saúde”, contou o presidente do Instituto.
Conforme o morador da Vila Celeste, José Martins Silva, na unidade de saúde de seu bairro sempre falta o medicamento, mas o argumento é que acabou o remédio e solicitam que volte na semana seguinte para buscar.
Maria Auxiliadora dos Santos, moradora da avenida Forquilha, contou que seu marido, Paulo Renato, faz tratamento há 15 anos. “Ele toma 90 comprimidos por mês. Em janeiro, consegui apenas 30 unidades. Em fevereiro, 60 comprimidos e, em março, consegui 90 comprimidos. E para abril, ainda não conseguiu encontrar o medicamento na unidade de saúde da Vila Celeste”, pontua.
Licitação
A Prefeitura de Ipatinga informa que o medicamento ainda não foi comprado devido a atrasos no processo licitatório, mas que a demanda já esta sendo resolvida. A Secretaria de Saúde esclarece que, devido às exigências da lei de licitações, um processo licitatório demanda prazo de cerca de três meses para ser concluído.
 
 
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