05 de maio, de 2011 | 00:00

Audiência discute duplicação da 381

Poucas pessoas compareceram ao encontro que apresentou o lote 7 do projeto

Oscar Llorente


DNIT SAO GONÇALO

SÃO GONÇALO – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) promoveu, na tarde de ontem, uma audiência pública para apresentar o lote 7 do projeto de restauração e melhorias da BR-381, trecho Norte.
A audiência é uma exigência da Lei 8666/93, que determina que a execução de obras com valores superiores a R$ 150 milhões deve ser tema de debate público. Nesta quinta-feira, o projeto do lote 8 será apresentando na sede do Dnit, em Belo Horizonte.
 
O encontro foi realizado no Centro Cultural de São Gonçalo do Rio Abaixo, a 125 km de Ipatinga, e registrou um quorum abaixo do esperado, haja vista que o assunto tem gerado uma série de reclamações e polêmicas em função do atraso na viabilização da obra.
No dia anterior, por exemplo, vereadores de Itabira aprovaram uma moção de repúdio contra o Dnit, por causa da morosidade da duplicação da rodovia.
 
De acordo com o superintendente do Dnit em Minas Gerais, Sebastião Donizete de Souza, a audiência foi o ponto de partida para o início do processo licitatório.
Pelo cronograma, após a audiência, o Dnit tem um prazo legal de 15 dias para lançar o edital de concorrência. A intenção, conforme o superintendente, é iniciar as obras nos trechos 7 e 8 ainda neste ano. “Se correr tudo de forma normal, em cinco meses a obra começa”, resumiu Sebastião Donizete.
 
A concorrência é pelo menor preço e as obras do lote 7, um trecho de 37,5 km entre o trevo de Caeté e o Rio Una, estão estimadas em pouco mais de R$ 399 milhões.
O prazo de execução é de 36 meses, a partir da assinatura da ordem de serviço. O projeto executivo desenvolvido pelo consórcio Engesol/Planex para esse lote, especificamente, prevê 17 obras de arte com a construção de quatro viadutos, cinco pontes, reforço na ponte sobre o Rio Vermelho e sete passagens inferiores/superiores.
Conforme Sebastião Donizete, em Minas Gerais a duplicação desse trecho é considerado prioritário pelo governo federal, haja vista que é no trajeto entre BH e João Monlevade que está concentrado o maior volume de tráfego de veículos e, consequentemente, o registro do maior número de acidentes.
Oscar Llorente


CARLOS ROGERIO DNIT
Excesso
O engenheiro do Dnit, Carlos Rogério Caldeira de Lima, presidente da Comissão de Acompanhamento do Projeto de Duplicação e Aumento da Capacidade da BR-381 Norte, lembrou que a readequação da rodovia entre o trevo de Caetés e Monlevade é de difícil implementação por questões técnicas relacionadas a topografia e tráfego excessivo.
Como exemplo, ele citou, por exemplo, que na saída de BH (em direção região Leste) circulam diariamente 100 mil veículos e em outros trechos o volume cai para 8 mil veículos. “Esse corredor exige soluções complexas. Quando se fala na duplicação da BR-381, tem que ser pensado de forma grande”, citou.
Ele mencionou também que foram realizados diversos estudos e três simpósios (sobre pavimentação, orçamento e operacional) sobre o trecho norte da BR-381, como forma de tentar equacionar os impactos que a rodovia terá durante as obras. A ideia é realizar a execução dos serviços sem interromper o trânsito.
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