10 de maio, de 2011 | 00:00

PM apresenta diagnóstico sobre moradores de rua

Comissão se reúne hoje para discutir a continuidade do plano de ação

Divulgação


PASSARELA 7 DE OUTUBRO

IPATINGA – A Polícia Militar apresenta, na manhã desta terça-feira (9), um diagnóstico piloto sobre a situação dos moradores de rua de Ipatinga que vivem na área central e margens do ribeirão Ipanema. Os trabalhos de coleta foram iniciados no dia 26 de abril e finalizados no dia 6 de maio.
 
O documento será apresentado durante a reunião da comissão criada com o objetivo de propor ações práticas e imediatas para a questão dos sem-teto do município. A comissão é composta por representantes da prefeitura, Câmara de Vereadores, Polícia Militar (82ª Cia. PM), Conselho Comunitário de Segurança Pública (Consep), Associação Comercial (Aciapi) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
A necessidade de um diagnóstico se deu em virtude de não haver um estudo atualizado com a situação real dos moradores de rua. Segundo o capitão Luiz Magalhães, comandante da 82ª Cia de Polícia Militar, esse diagnóstico vai servir de base para os próximos passos a serem adotados pela comissão, a fim de resolver a situação dessa população.
 
“Durante o trabalho de campo, fizemos pesquisas junto à população de rua, moradores do Centro e comerciantes que atuam na área central. Identificamos os principais locais de aglomeração e foram feitos registros fotográficos. Todo esse material será apresentado durante o encontro para partirmos para as próximas ações”, explicou.
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PRAÇA JOSE JULIO DA COSTA
Ações
O comandante adiantou os próximos passos. “Nosso planejamento consiste em cinco itens. Após a apresentação do diagnóstico piloto, vamos apoiar os moradores de rua, identificando os órgãos que já possuem estrutura e desenvolvem atividades de apoio e ressocialização dos sem-teto. Depois, vêm os trabalhos para revitalizar os espaços ora ocupados por eles. Vamos também atuar na repressão à prática de delitos pela população de rua, incentivando a comunidade a acionar a PM sempre que estiver em situação de ameaça ou perceber danos ao patrimônio público. Por fim, queremos iniciar uma campanha que visa orientar a comunidade a não dar esmolas, mas procurar ajudar de outra maneira, seja informando essa pessoa que vive na rua sobre entidades que dão assistência, ou com a compra de cestas básicas ou até mesmo doações financeiras, mas desde que sejam para essas instituições de apoio”, informou o capitão Magalhães.
Moriá Benevides


CAPITAO MAGALHÃES
Conscientização
O militar destacou a importância da conscientização da comunidade acerca da doação de esmolas. Ele disse que, durante os estudos, constatou-se que na maioria dos casos, o dinheiro arrecadado pelos moradores de rua é usado para a compra de drogas e álcool.
 
O capitão Magalhães acredita que vivam hoje em Ipatinga cerca de 300 moradores de rua. Na região central da cidade, foram identificados 14 pontos de aglomeração: praça Caratinga, Rua Belo Horizonte, entorno da rodoviária, Restaurante Popular, praça José Júlio da Costa, estacionamento da Apae, prefeitura, Praça da Bíblia, pontilhão do Veneza, pontilhão do ribeirão Ipanema (avenida Macapá), estação Pouso de Água Limpa (Maria Fumaça), passarela Parque Ipanema/7 de outubro, estacionamento do Bretas e cruzamento da ruas Sabará e Uberlândia.
Criminalidade
O capitão Magalhães também chamou a atenção para o índice crescente de crimes nos quais moradores de ruas estão envolvidos. No ano passado foram registradas, em média, 35 ocorrências mensais de diversas naturezas. Entre elas destacam-se: agressões, furtos e arrombamentos, danos ao patrimônio público, uso e tráfico de drogas, ameaças, tentativas de homicídios, tortura e roubos.
Políticas públicas
O comandante da 82ª Cia. da PM falou sobre a necessidade urgente de implementação de políticas públicas eficientes voltadas para resolver a situação dos moradores e rua.
“É revoltante encontrarmos dezenas de seres humanos vivendo como animais, fazendo suas necessidades no mesmo local onde dormem e comem. O poder público tem que tomar providências urgentes para garantir a dignidade dessas pessoas. A PM está fazendo a sua parte e esperamos que os outros órgãos também se mobilizem para resolver de vez essa situação”, conclui Luiz Magalhães.

 
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