13 de maio, de 2011 | 00:00

Ipabense vai a júri nos EUA em agosto

Brasileiro é acusado pela morte de três pessoas da família Szczepanik

Reprodução KETV Omaha


VALDEIR PRISÃO EUA

DA REDAÇÃO - O ipabense acusado de matar três pessoas da família catarinense Szczepanik, em Omaha, nos Estados Unidos, irá a julgamento popular por assassinato em primeiro grau, no dia 15 de agosto. Inicialmente, três brasileiros eram suspeitos do crime. Um já foi liberado por falta de provas e deportado, por estar sem documentação legal nos EUA. Outro brasileiro permanece preso, suspeito de roubo dos cartões da família desaparecida em dezembro de 2009.
Na última audiência na Justiça, os agentes que investigam o caso sustentaram que o ipabense Valdeir Gonçalves Santos torturou Vanderlei Szczepanik antes de esquartejá-lo e jogar os restos da ponte South Omaha. O corpo nunca foi encontrado, embora a polícia tenha utilizado até equipamentos com sonar no rio Missouri. A mulher de Vanderlei, Jaqueline, e seu filho Christopher, de sete anos, também desapareceram, mas a polícia não afirma se eles foram mortos da mesma forma.
O crime teria ocorrido no dia 17 de dezembro de 2009, na cidade de Omaha, Nebraska, data em que a família foi vista pela última vez.
Se considerado culpado, Valdeir pode ser condenado à morte por homicídio triplamente qualificado. A promotoria de Justiça chegou a anunciar que pediria a pena capital para o brasileiro, posicionamento criticado pela defesa, por causa da ausência dos corpos.
Reprodução


FAMÍLIA CZEPANIK

Valdeir saiu de Ipaba, em 2009, com a ajuda do amigo José Carlos Coutinho, que trabalhava para Vanderlei em Omaha. Inicialmente, a família Szczepanik atuava na reforma de um prédio antigo que seria transformado em um centro missionário para uma ramificação da igreja Assembleia de Deus no estado de Nebraska. Mas como o dinheiro tinha acabado, os brasileiros tocavam obras de reforma de casas em Omaha. Vanderlei era o empresário e os três brasileiros trabalhavam em meio a outros operários. Um deles, José Carlos Coutinho, era homem de confiança de Vanderlei.
Uma das justificativas da polícia é que Valdeir teria desenvolvido ódio por Vanderlei e a mulher. Para complicar, no dia em que a família Szczepanik desapareceu até o momento do primeiro suspeito ser preso, a polícia alega que foram retirados US$ 23 mil da conta bancária de Vanderlei. Os policiais acreditam que ele foi forçado a assinar cheques em branco antes de ser morto.
Defesa
A defesa do brasileiro pretende usar a inexistência de corpos como peça-chave da argumentação para evitar a condenação de Valdeir à pena máxima. As principais provas que sustentam a versão está ancorada em conversas com as mulheres de Valdeir e de José Carlos Coutinho. Elas teriam ouvido dos maridos, pelo telefone, a confissão do crime. As duas mulheres já foram avisadas que deverão ir aos EUA prestar depoimento e para participar do julgamento de Valdeir, marcado para 15 de agosto.
O terceiro brasileiro suspeito, Elias Lourenço Batista, de 30 anos, foi liberado por falta de provas e chegou ao Brasil no dia 12 de abril passado. Ele disse não acreditar no envolvimento de Valdeir na morte de Vanderlei, acrescentando que a relação de trabalho entre os três ipabenses e Vanderlei era tranquila, sem o registro de conflitos.
 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário