18 de maio, de 2011 | 00:00
Vítimas de acidentes fecham acordos
IPATINGA Depois de anos aguardando o fim de pendengas judiciais referentes ao seguro Dpvat, diversos moradores do Vale do Aço comemoraram o desfecho positivo para as suas ações.
A conciliação entre partes e seguradora tem sido viabilizada pelo 1º Mutirão do Dpvat realizado desde segunda-feira (16) na comarca de Ipatinga, com a participação também das comarcas de Coronel Fabriciano e Timóteo.
Nesta terça-feira (17), segundo dia do evento, inúmeras vítimas de acidentes envolvendo veículos automotores voltaram para a casa satisfeitas.
Foi o caso do aposentado O.S.S., morador de Coronel Fabriciano. Ele se envolveu em um acidente de trânsito em outubro de 1991, quando retornava de uma cavalgada na cidade de Jaguaraçu. O motorista do Fiat em que viajava morreu na hora.
Já o aposentado, à época ajudante de pedreiro, perdeu a mobilidade das duas pernas e ainda teve um dedo da mão esquerda amputado. Eu fiquei 16 dias na UTI e completei 22 anos no hospital”, recorda.
Atualmente, O.S.S. anda com o auxílio de muletas. Ao saber da Semana da Conciliação, o advogado da vítima, Geraldo Lourenço, incentivou-o a comparecer no local. E o resultado foi positivo para o aposentado. O acordo celebrado com a Seguradora Líder garantiu uma indenização no valor de R$ 15 mil.
Inicialmente, ele havia pedido R$ 15,5 mil e a seguradora não aceitou. Na sequência, o advogado abriu mão dos honorários, a fim agilizar a resolução do problema de seu cliente. Então, a seguradora fechou em R$ 15 mil”, descreveram as conciliadoras.
Na avaliação do advogado Geraldo Lourenço, o acordo foi positivo para o aposentado. Foi ótimo porque resolveu o problema dele. O salário mínimo que ele recebe de aposentadoria não dá nem para arcar com as despesas dos remédios”, contou.
Laudo
O processo do aposentado Onofre Pinto também foi encerrado com um acordo. Morador de Coronel Fabriciano, ele foi atropelado no distrito de Melo Viana, em 2009. O laudo pericial, emitido durante o mutirão, demonstrou que ele teve perda neurológica de 25% e de 75% na função da perna esquerda.
A princípio, o advogado de Onofre, Fernando Teixeira, pediu R$ 13,5 mil de indenização. Mas o acordo foi fechado em R$ 11,5 mil, incluídos os honorários. Pra mim foi bom. O valor foi próximo do que pedi e não vou ter que esperar mais para receber”, declarou.
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