19 de maio, de 2011 | 00:01
Um evento marcado por simbolismos
Sócio afirma que Usiminas vai passar por um grande projeto de adequação
IPATINGA A inauguração da unidade dois da Unigal na Usiminas, nesta quarta-feira (18), foi um evento marcado por simbolismos. A forte presença dos japoneses no empreendimento foi determinante na condução do ato oficial. Além de centenas de empregados, participaram os executivos da Usiminas, o embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa (que ontem visitou também a Cenibra em Belo Oriente) e vice-presidente da Nippon Steel, Shinichi Taniguchi.
Em seu discurso, o embaixador destacou a decisão da empresa de seu país em repassar uma alta tecnologia para uma empresa brasileira. Já Taniguchi afirmou que a Usiminas vai passar por um grande projeto de adequações. E a Nippon vai assegurar o apoio que for necessário para que a empresa tenha sua expansão no mercado”, frisou.
O governador Antonio Augusto Anastasia chegou à Usiminas acompanhado de dois secretário, o de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira e da Fazenda, Leonardo Colombini. Antes de entrar para o evento, Anastasia destacou que o governo de Minas não tem deixado de cobrar do governo federal a duplicação da BR-381, um dos gargalos para a produção industrial em Minas. Claro que ao lado disso temos obras de responsabilidade do Estado, o programa Caminhos de Minas, por exemplo trata da pavimentação da estrada que interliga as BRs 262 e 381 (MG-760)”, afirmou.
O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, teve que responder ao questionamento dos jornalistas de Belo Horizonte, Rio e São Paulo, sobre denúncias que apontam a atuação de uma empresa de consultoria de sua propriedade. Ela está ativa, mas eu estou fora da administração dela.
A empresa não tem mais contratos e praticamente está inativa. Só paga, ainda, as contribuições do INSS”, respondeu. Ainda segundo Pimentel trata-se de uma atividade como outra qualquer e as pessoas não podem ser vedadas de ganharem a vida no momento em que saem da vida pública e vão para a vida privada. Serão as pessoas teriam que ficar sob uma quarentena eterna”, resumiu.
Sobre a inauguração da unidade dois da Usiminas e o anúncio da empresa em reduzir a exportação, Fernando Pimentel disse ser compreensível que a Usiminas se fortalece e cresce no mercado interno, mas não vai abrir mão de exportar. Quanto mais força ela tivera aqui dentro, mais se qualifica para a competição internacional”, concluiu.
Sobre a entrada dos produtos estrangeiros contendo aço, especialmente da China, Pimentel que esteve recentemente naquela país asiático disse que há uma luta do governo brasileiro para diversificar a pauta de exportações. Estamos exportando muito minério de ferro, soja, petróleo e pouquíssimo manufaturado. Vamos mudar isso, mas temos que ser cada vez mais competitivos, como é essa busca da Usiminas agora”, concluiu.
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