19 de maio, de 2011 | 00:00
Dpvat atende moradores de Timóteo
IPATINGA O terceiro dia do mutirão do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Acidentes Automobilísticos (Dpvat) ocorrido nesta quarta-feira (18) foi agendado para atendimentos dos casos de vítimas de acidentes envolvendo veículos de Timóteo.
A reportagem do DIÁRIO DO AÇO ouviu depoimentos de algumas pessoas. Algumas delas voltaram para suas casas satisfeitas e outras vão aguardar uma decisão da Justiça.
É o caso de Eloy Silva, 73 anos, que não fechou o acordo. Ele relatou que, em 2007, foi atropelado quando atravessava a rua 1º de Janeiro, Centro-Norte de Timóteo. Um carro passou sobre seu pé esquerdo, seu tornozelo foi quebrado e exigiu a colocação de platina.
Sinto muita dor e não consigo andar. A seguradora propôs o pagamento de R$ 2,7 mil e não aceitei. O valor é pouco, pois faço fisioterapia. Antes, eu trabalhava, e agora não tenho mais condições”, contou Eloy.
O caso foi diferente para Dalila Dias de Carvalho, 82 anos, que fez o acordo com a seguradora. Ela contou que foi atropelada quando saía de uma igreja na avenida Acesita, no ano de 2007.
O carro me jogou no chão e desloquei o braço direito, o joelho e na cabeça houve um corte grande, que precisou de 52 pontos. Dentro das negociações, a seguradora propôs o valor de R$ 7 mil e eu fechei o acordo”, relatou Dalila.
Outro fato que ficou acordado é o do adolescente de 16 anos A.O.G.B que estava na audiência de conciliação, acompanhado da mãe. Ela contou que em 2009, aos 14 anos, o menino pegou a moto em sua casa e saiu com um amigo rumo à Vila dos Técnicos.
Numa curva, perdeu o controle da moto e bateu num poste. O adolescente teve várias fraturas, deslocou o quadril, quebrou a clavícula e traumatismo craniano. Na conciliação, a seguradora propôs o acordo no valor de R$ 9 mil e ela aceitou.
Já para Adair Ferreira, que prestava serviço numa firma terceirizada em maio de 1994, não houve acordo, pois a seguradora alegou que o prazo prescreveu. Segundo Adair, o acidente ocorreu quando ele trabalhava num caminhão que fazia a coleta de lixo. Ao arremessar uma sacola, ele caiu e o caminhão passou sobre o seu corpo. Adair contou que fez 72 cirurgias e teve de ficar internado várias vezes na UTI.
Valor máximo
Nesta quarta-feira (18) outros casos de conciliação também tiveram desfecho positivo. A advogada Swetlana Balmant de Paula, que acompanhou dois clientes, contou que conseguiu fazer acordo com o valor máximo de R$ 13,5 mil com a seguradora, para ambos.
A sua cliente Ana Maria Morais de Brito Magalhães foi atropelada por um ônibus da Gontijo, em janeiro de 2010, na BR-116, próximo a Governador Valadares. Ana Maria fraturou o fêmur, foi submetida a cirurgias, teve ferimentos no rosto, cicatrizes pelo corpo e ficou afastada do trabalho”, disse a advogada.
Já o cliente José Gomes de Araújo, 69 anos, foi atropelado por uma motocicleta, em 2007, no bairro Primavera. Ele teve traumatismo craniano, andou de cadeiras de rodas por muito tempo e hoje se locomove com dificuldade”, relatou a advogada.
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