12 de agosto, de 2011 | 00:00

Audiência discute reforma política

O objetivo é esclarecer pontos da proposta da reforma política que vem sendo discutida no Brasil há anos e com tramitação no Congresso Nacional

Divulgação


Nilmário


 
TIMÓTEO - A reforma política e suas consequências para a sociedade foi o assunto da audiência pública que contou com o jornalista e ex-deputado federal Nilmário Miranda. O encontro foi realizado na noite de quarta-feira (10) no plenário da Câmara. A iniciativa do vereador José Vespasiano Vespa (PT) teve como objetivo esclarecer pontos da proposta da reforma política que vem sendo discutida no Brasil há anos e com tramitação no Congresso Nacional.
Algumas questões são consenso entre os parlamentares como o fim das coligações proporcionais; financiamento público de campanha; a lista fechada, ou seja, o partido vai determinar a ordem de prioridade, os políticos que disputarão o pleito. Assim o eleitor votará na legenda e não no candidato como é feito hoje. O projeto é considerado polêmico. A expectativa é que, se aprovada, a reforma passe a valer em 2014.
Para o vereador e autor da audiência, a reforma política é um anseio de toda a sociedade brasileira. “Hoje temos um sistema eleitoral que enfraquece os partidos políticos. A atual proposta da reforma visa fortalecer os programas das legendas”, observou Vespa. 
Nilmário, por sua vez, entende que a proposta visa aperfeiçoar o sistema político. “A reforma tem que ser feita para aperfeiçoar o sistema proporcional que deu certo no Brasil. Muitos partidos só existem por causa do voto proporcional praticado antigamente. Porque fazer reforma? Porque o sistema proporcional permite essa pluralidade. Atualmente de 27 partidos, apenas 17 tiveram políticos eleitos, ou seja, 10 ficaram sem representatividade”, ressaltou o palestrante.
 
Apodrecido
Segundo Nilmário, o grande problema hoje no Brasil é o financiamento privado na política.  “Esse modelo adotado no Brasil apodreceu. As empresas - bancos, empresas de importação e exportação - ao financiarem, criam um canal com os políticos. A bancada ruralista, por exemplo, não vota nada na Câmara sem o endosso da classe. Eles têm esse poder, porque ou se elegem ou elegem alguém porque tem riqueza, conhecimento, são donos de veículos de comunicação e rede de saúde privada. Por isso têm esse peso enorme. O Congresso tem 340 empresários. Esse modelo de financiamento privado representa o poder econômico. A corrupção tem origem no financiamento privado e vai acabar. Essa proposta da reforma política vai acabar com essa ‘gastança’ com campanhas eleitorais”, pondera Nilmário.                     
 
 
 
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