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17 de agosto, de 2011 | 00:00

Municípios aplicam R$ 383 por habitante na saúde

Alex Ferreira


leito hospitalar

DA REDAÇÃO – Em meio à crise no atendimento hospitalar no Vale do Aço, ganhou força o debate sobre os investimentos dos municípios na atenção primária da saúde pública. Alguns municípios estão na berlinda, acusados de não cumprirem com o mínimo necessário para evitar a sobrecarga no setor secundário, representado pelos hospitais.
Mas afinal, quais os municípios do Colar e da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) mais investem na saúde pública? Quem responde a questão é o Instituto de Pesquisa Tabulare, que busca a resposta no balanço que os próprios municípios enviam, anualmente, à Secretaria do Tesouro Nacional, por meio do banco de dados do Finanças Brasil (Finbra) - relatório das informações sobre despesas e receitas de cada município brasileiro.
A Tabulare aproveitou para investigar o montante que cada município recebe de transferência do Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto a média do gasto per capita por município da RMVA é de R$ 383, a dos demais municípios mineiros é de apenas R$ 61. Do total absoluto dos municípios da região, que dispuseram seus balanços no Finbra, o montante chega a R$ 282 milhões. Os dados referem-se ao ano de 2010, sendo que o Finbra ainda não dispõe do balanço dos municípios de Antônio Dias e Mesquita.
Até por desempenhar a gestão plena, Ipatinga é a cidade que mais investe na área, R$ 727,10 per capita. Apenas no ano passado, Ipatinga aplicou, sozinha, cerca de R$ 174 milhões no sistema de saúde pública. O segundo município que mais investiu por pessoa na área foi Jaguaraçu: R$ 533,71; seguido de Córrego Novo – R$ 502,72; São José do Goiabal – R$ 483,20; Bugre – R$ 483,13; Dom Cavati – R$ 453,47; e Marliéria – R$ 453,09.
Baixo
Os municípios que menos aplicaram recursos, per capita, na saúde em 2010 são, por ordem: Coronel Fabriciano – R$ 154,54; Santana do Paraíso – 240,91; Ipaba – R$ 256,19; Sobrália - R$ 257,36; e Dionísio – R$ 262,99.
 
SUS repassa menos recursos para Timóteo e Fabriciano
Os municípios de Timóteo e Coronel Fabriciano são os dois da RMVA que menos recursos recebem, proporcionalmente, do Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto a média por habitante é de R$ 104, de 24 municípios apurados, Coronel Fabriciano recebe R$ 34,76 e Timóteo, R$ 51,09. O terceiro município mais sacrificado é Sobrália, com R$ 56,15; seguido de Santana do Paraíso, R$ 63,92; e Jaguaraçu, R$ 68,07.
Ipatinga lidera o ranking dos municípios que mais recebem recursos transferidos do SUS – R$ 294,17 per capita, ou seja, quase 9 vezes a mais que Coronel Fabriciano. O montante total de Ipatinga chega a R$ 70 milhões. O segundo município da RMVA mais contemplado com recursos do SUS em 2010, segundo dados do Finbra, foi o de Bugre, com R$ 152,54; acompanhado de Periquito, R$ 148,04; Iapu, R$ 140,30; Entre Folhas, R$ 127,18; e Joanésia, R$ 124,87.
 

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