18 de agosto, de 2011 | 00:00

Pais se unem contra greve estadual

Até o fim desta semana, pais e alunos esperam organizar um manifesto pedindo o retorno imediato das aulas.

Silvia Miranda


mães de alunos


FABRICIANO – Depois de 70 dias de paralisação, não há previsão de reinício das aulas nas escolas da rede estadual. Na próxima semana, os profissionais de educação se reúnem em nova assembleia, em Belo Horizonte, para decidir o futuro do movimento. Inconformadas com a situação, um grupo de mães de alunos se uniram em protesto contra essa situação. No fim da tarde desta quarta-feira (17), o grupo manteve contato com a diretoria da Escola Estadual Alberto Giovanini, em Coronel Fabriciano, e com representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE).
Até o fim desta semana, pais e alunos esperam organizar um manifesto pedindo o retorno imediato das aulas. A filha da contadora Maria Augusta Ulhôa, 48, está no primeiro ano do ensino médio na Alberto Giovanini. Ela reclama da iniciativa do governo estadual em retomar apenas as aulas do terceiro ano, após um edital de convocação emergencial de professores substitutos. “As aulas do terceiro ano voltaram só por causa do Enem, haja vista que o governo só está preocupado com seu próprio programa. E nós, os pais, exigimos uma resposta”, protestou.
Para a auxiliar contábil Elizabete Aparecida Carvalho Braga, 42, o retorno das aulas apenas para o terceiro ano também não é justo. “Todos têm direito ao acesso à escola. É nesta hora que eu vejo o tamanho do descaso do governo com os nossos filhos. Eu fico pensando: se fosse um filho de político estudando em escola pública, como ficaria essa greve?”, questiona.
Conforme Elizabete, que possui um filho matriculado no segundo ano do ensino médio, a greve poderá atrapalhar o rendimento dele no vestibular. “Eu vou trabalhar, mas minha cabeça fica lá em casa porque, no ano que vem, meu filho vai prestar vestibular. E que base ele terá para fazer as provas?”, lamentou.
Além do anseio pelo fim da greve, a grande preocupação dos pais é também com a reposição das aulas. Elizabeth de Fátima Helvécio Peixinho, técnica em contabilidade, 37, acredita que o rendimento não será o mesmo. “Ainda que a escola venha a repor todas as aulas, sabemos que o rendimento dos alunos não será o mesmo e o ensino será prejudicado”, reclama.
 

 
Contratações de professores substitutos ocorrem lentamente
 
Na semana passada, a Secretaria de Estado de Educação anunciou a contratação de 3 mil professores substitutos, para garantir as aulas do terceiro ano do ensino médio, em todo o Estado. O objetivo é não prejudicar o rendimento dos alunos que farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previstas para o mês de outubro. No Vale do Aço, os editais de designação estão disponíveis na Superintendência Regional da Educação.
Na Escola Estadual Alberto Giovanini, 12 vagas foram disponibilizadas para a contratação de professores substitutos, na última sexta-feira. Segundo o vice-diretor da instituição, Reinaldo Antônio Vieira Rubim, o preenchimento das vagas tem sido lento devido ao fortalecimento da campanha sindical. “Os candidatos mais capacitados muitas vezes desistem do edital, por acreditarem que o movimento grevista precisa se fortalecer para que o governo conceda o reajuste exigido pela categoria”, explicou.
Até o fim da tarde desta quarta-feira, a diretoria da escola realizava mais uma seleção para o preenchimento de nove vagas restantes. Mas de acordo com Reinaldo Antônio, as aulas do terceiro ano já funcionavam parcialmente.
 
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