PREF IPATINGA 62 ANOS 728X90

21 de agosto, de 2011 | 00:00

Violência psicológica preocupa

Mais de 27 denúncias foram registradas, e casos mais graves ainda podem estar omissos

Silvia Miranda


conselheiras fabriciano

FABRICIANO – O alto número de casos de violência psicológica contra crianças e adolescentes preocupa o Conselho Tutelar de Coronel Fabriciano. Só este ano, já foram registrados mais de 27 casos. No entanto, o medo de denunciar dificulta a transparência das estatísticas e pode esconder os casos mais graves de violação de direitos. O órgão alerta para as graves consequências no rendimento escolar e no desenvolvimento de dezenas de crianças.
A violência psicológica é definida por ações de rejeição afetiva, alto grau de expectativa e de exigência, terrorismo, isolamento ou confinamento, corrupção e/ou exploração e omissão. Segundo a equipe do conselho, 90% dos casos de violência psicológica são causados por conflitos familiares e casais em processo de separação em luta pela guarda do filho de forma agressiva e não por meio da justiça.
 
De acordo com a conselheira Maria Aparecida Luchese dos Reis, em boa parte dos casos os pais têm envolvimento com o uso álcool e drogas, levando as crianças a conviverem com tais substâncias. “As consequências da violência psicológica também atingem o rendimento escolar, pois a criança tem uma tendência a crescer reprimida e com a necessidade de esconder o que se passa no lar”, lamenta.
Denúncias
Embora haja um crescimento nos casos registrados pelo conselho, as denúncias ainda são desafiadoras e, por isso, o medo de falar impede um levantamento exato. A presidente do Conselho, Célia Cristina Gonçalves, lembra a opção anônima de denunciar. “Pelo disque 100, as pessoas podem contar o que sabem sem serem identificadas e evitar a omissão de casos ainda mais graves”, defendeu.
Encaminhamentos
Os casos de violência e violação dos direitos de crianças e adolescentes são encaminhados às unidades do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), para acompanhamento psicológico das famílias. Segundo a coordenadora do Creas em Fabriciano, Luana Fontes Guedes Oliveira, nos últimos cinco anos houve o acompanhamento de 377 famílias no Centro.
Entre os casos registrados estão crimes de violência física, violência psicológica, abuso sexual, negligência, exploração sexual, tráfico de drogas e drogas, e violência doméstica. O município também conta com outros serviços como Proteção e Atendimento Especializado (Paef), Família Acolhedora e Serviço de Acolhimento Institucional.

Áreas de risco na mira do Conselho Tutelar
 
Com o período chuvoso se aproximando, há uma preocupação maior com as crianças e adolescentes que vivem em áreas de risco. Segundo a conselheira Kátia Regina Mantovani, as situações de moradias de risco são observadas durante as investigações de denúncias de violação dos direitos de crianças e adolescentes. “Tentamos resolver um problema, mas ficamos sem saber como ficará a situação da moradia daquela criança”, lamenta. Além do problema de ocupação desordenada, os terrenos baldios representam uma ameaça à vida de menores de idade.
 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário