21 de agosto, de 2011 | 00:00
Conferência discute opções à vulnerabilidade do idoso
Evento estadual vai debater políticas de Estado e direitos da pessoa idosa
IPATINGA Nove pessoas vão representar o município na III Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, programada para segunda-feira (22) e terça-feira (23) de agosto, em Belo Horizonte. Com o tema "O compromisso de todos por um envelhecimento digno em Minas Gerais e no Brasil", a conferência vai apontar e discutir as necessidades da população idosa para subsidiar a definição de políticas públicas em prol deste público.
Entre os principais temas que serão debatidos estão o envelhecimento e políticas de Estado, a efetivação dos direitos da pessoa idosa e fortalecimento dos conselhos do idoso.
Mais de 210 cidades mineiras realizaram durante o mês de julho conferências municipais e regionais, em que os idosos participaram de discussões e assistiram a palestras sobre temas de interesse da melhor idade.
As propostas apresentadas por eles, nesses encontros, serão levadas ao encontro estadual, que vai discutir demandas como a criação do Fundo Estadual do Idoso e o aprimoramento de políticas públicas no que se refere ao transporte público intermunicipal e interestadual.
De acordo com o presidente do Conselho do Idoso de Ipatinga, Jadir Alves de Oliveira, as diretrizes que serão levadas para a conferência estadual, foram eleitas na Conferência Regional do Idoso, em Ipatinga, por representantes dos municípios de Coronel Fabriciano, Timóteo, Ipaba, Santana do Paraíso, Joanésia, Rio Vermelho, João Monlevade, Santo Antônio do Grama e Abre Campo.
As propostas mais relevantes de Minas Gerais serão apresentadas em Brasília, durante a Conferência Nacional, prevista para novembro deste ano. Durante o encontro estadual, também serão escolhidos os delegados que vão representar o Estado na capital federal.
Passe livre
Jadir Alves contou que o conselho enviou um ofício ao governo municipal, pedindo que seja feita uma mudança do critério no Cartão Gratuidade do Idoso. Conforme a proposta, o idoso passaria a ter direito ao passe livre com base na renda mensal familiar.
Uma família que tem o idoso, a idosa e um filho solteiro que tenha um salário, automaticamente perderia o direito, porque seriam ultrapassados os dois salários mínimos. No entanto, o salário do filho nem sempre vai contribuir com a qualidade de vida dos idosos. Defendemos que seja garantido um novo critério, a partir da renda individual da pessoa idosa e não da renda familiar”, pontua.
Além desta dificuldade apontada, Jadir relatou que o conselho busca também a melhoria da qualidade de vida. Há muita questão de vulnerabilidade social, idosos que necessitam de apoio e a própria família muitas vezes tem o idoso que está acamado, que depende de cuidados o tempo todo e família não têm condições de cuidar. É muito grande o pedido de vagas nas instituições de longa permanência ou nos asilos e não tem vagas; estão lotados”, concluiu.
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