25 de agosto, de 2011 | 00:00
Moradores do Vagalume recebem água marrom” e de mau cheiro
Além desse problema pontual, população lamenta interrupções no fornecimento
IPATINGA Os moradores da rua Mandi, na Granjas Vagalume, reclamaram nesta semana do mau cheiro na água que abastece as suas residências. A situação desagradável, segundo Emoêmia Soares Anício Amaral, ocorre desde quarta-feira da semana passada (17). Ela e seus vizinhos vêm reclamando do mau cheiro da água. Meus vizinhos e eu fomos verificar as nossas caixas dágua e percebemos que a cor da água estava marrom, porém, com gordura por cima e não sentíamos cheiro de cloro, que a Copasa utiliza no tratamento da água”, explicou.
A moradora contou que reclamou na estatal e não foi atendida. Todos os dias ligamos sem parar para a central de atendimento ao consumidor, mas é difícil demais o acesso. Vivemos em nossa rua com problemas constantes de falta dágua, às vezes ficamos até três dias sem o líquido para consumir, tomar banho e lavar roupas. E agora, mais essa, água com cheiro de fezes”, desabafou.
Ainda de acordo com Emoêmia, foi coletada amostra da água na caixa dágua de uma residência. O material foi encaminhado para a Vigilância Sanitária de Ipatinga, para análise. Fizemos também um boletim de ocorrência junto à Polícia Militar, pois achamos uma falta de colaboração e de interesse da Copasa em atender nosso chamado e em oferecer água de qualidade para seus consumidores, que é a sua obrigação. Afinal, pagamos pelo que consumimos e queremos o líquido que seja de boa qualidade”, pontuou.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o resultado da amostra da água deverá ser apresentado à Companhia e aos moradores, ainda nesta semana.
Copasa
O gerente da Copasa do distrito do Vale do Aço, Eduardo Ferreira de Carvalho, informou que uma equipe da empresa trafegava pela avenida José Raimundo, quando foi abordada por um usuário, solicitando a verificação da qualidade da água que chegava em sua residência. De imediato, foi acionado o encarregado de plantão, que identificou a causa do problema, decorrente da intervenção indevida no ramal de esgoto e na rede de água por terceiros. Providenciamos a limpeza e desinfecção da rede e prestamos apoio e orientação aos moradores da área atingida, bem como o monitoramento da qualidade da água da rede. Todos os trabalhos realizados foram supervisionados por uma técnica química responsável, até a normalização do abastecimento”, explicou.
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