02 de setembro, de 2011 | 00:02
Governo propõe mínimo de R$ 619
Já os comerciários da região reivindicam reajuste do mínimo para R$ 730. Nas ruas, trabalhadores falam o que acham do aumento
IPATINGA Proposta orçamentária do governo federal enviada ao Congresso Nacional pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, prevê o reajuste de 13,61% sobre o atual salário mínimo. Com o aumento, o valor passaria dos atuais R$ 545 para R$ 619,21 a partir de janeiro de 2012, com pagamento previsto em fevereiro.
Os vencimentos de 2012 foram calculados com base na soma da estimativa de inflação acumulada em 2011 (5,7%) e o crescimento real da economia no ano passado (7,5%). Conforme a Lei 12.382, até 2015 o reajuste do salário mínimo vai considerar o Índice Nacional dos Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses, somado ao crescimento da economia de dois anos antes.
Salário comercial
Entre as solicitações contidas na pauta de reivindicações do Sindicato dos Empregados no Comércio e Serviços de Ipatinga (Seci), encaminhada na semana passada ao Sindicato do Comércio do Vale do Aço (Sindcomércio), está o pedido de reajuste do salário mínimo comercial para R$ 730. O valor atual está estipulado em R$ 585.
O secretário geral do Seci, Antônio Ademir da Silva, argumenta que o valor proposto ainda é inferior ao que seria condizente às necessidades de sobrevivência de uma família brasileira.
Um exemplo de como o nosso salário é prejudicado está na divulgação do estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliando que, no mês de julho, o salário capaz de suprir as necessidades vitais básicas de um trabalhador e sua família giraria em torno de R$ 2.212,66 mensais”, argumenta.
A primeira rodada de negociações com a entidade patronal terá início na segunda-feira (5), às 15h, na sede do Seci. Na oportunidade, outras reivindicações também serão colocadas em discussão, dentre elas, a medida que estabelece a garantia mínima de R$ 800 mensais aos comissionados puros e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem a redução nos salários.
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