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09 de setembro, de 2011 | 00:00

Cultura afro-indígena nas escolas da rede municipal

Série de palestras aprofundará história omitida pelo ensino tradicional

Divulgação


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IPATINGA - A Secretaria de Educação pretende intensificar a inclusão das culturas africana e indígena no currículo escolar das escolas da rede municipal. A iniciativa surge para consolidar a Lei Federal 11.645/2008, que estabelece diretrizes e bases na rede nacional de ensino com o objetivo de incluir, no currículo oficial, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Como primeiro passo nessa direção, a administração municipal programou uma série de eventos para os próximos meses que irão servir para analisar, debater e discutir a melhor forma de levar aos estudantes uma parte da história do Brasil que, frequentemente, tem sido omitida nos bancos escolares.
“O ensino tradicional que nossos filhos têm acesso na maioria das vezes não trata de uma parte muito importante do processo histórico de construção e consolidação do nosso país. Para aprofundarmos mais sobre essa questão foi criado um grupo paritário denominado Comitê da Diversidade Étnico Racial que pretende promover profundas reflexões relacionadas ao assunto”, explica o professor universitário e historiador Sávio Tarso.
 
As atividades do comitê começam nesta sexta-feira (09) na Câmara de Ipatinga. Sob o tema “O Negro na Literatura”, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Edson Santos, dá início a série de quatro palestras que serão realizadas nesta primeira fase do programa. O evento começará às 19h, no plenário da Casa. Na sequência, os temas debatidos em outubro serão “O Negro na Educação”, com a professora Vânia Aparecida Calado; “O Negro na Mídia” com o professor Jezulino Lúcio Braga. Em novembro, será a vez de se discutir o papel do negro na política.
 
“Queremos promover uma discussão ampla e capacitarmos nosso corpo docente para que tenha condições de ensinar aos alunos a história verdadeira do nosso povo. Desconsiderar a história do Brasil antes da chegada dos portugueses ou ignorar a importância dos negros na formação cultural da nossa gente é uma realidade que não pode mais passar em branco”, completa Sávio Tarso.
 
Para o secretário de Educação, Maurício Mayrink, o desafio do município é incorporar todos estes elementos ao dia a dia de professores e alunos. Nesse sentido, segundo Mayrink, a Secretaria não poupará esforços para garantir recursos didáticos que auxiliem as atividades a serem oferecidas dentro de sala.
“Antes de mais nada, precisamos capacitar ainda mais os professores e muni-los de materiais didáticos que aprofundem a discussão sobre esses temas. Já existe um trabalho nesse sentido, entretanto, com a criação desse comitê esperamos dar ainda mais atenção para esta necessidade”, salientou o secretário.
 
Após o ciclo de debates, a PMI irá oferecer um seminário voltado para professores e gestores. A expectativa para que os alunos tenham acesso aos resultados dessa série de discussões não foi adiantada pela Secretaria de Educação.
 
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