15 de setembro, de 2011 | 00:00
Justiça agenda perícia no caso do Shopping 3 Cidades
Valores devidos serão contabilizados e atualizados no próximo dia 30
FABRICIANO - Catorze anos se passaram após o anúncio do que a região ganharia o primeiro shopping de compras. O terreno que receberia o empreendimento, localizado em frente ao campus do Unileste, no Caladinho do Meio, continua vazio, tomado pelo mato.O sonho de um grupo de 49 lojistas se tornou um pesadelo que parece não ter fim. A Justiça convocou uma perícia para o próximo dia 30, com a finalidade de apurar e atualizar os valores a serem ressarcidos aos investidores.
A história do processo que se arrasta na Justiça teve início em 1997 quando os lojistas investiram aproximadamente R$ 500 mil, entregando o dinheiro à Investiplan Empreendimentos Urbanos, para a construção do Shopping Três Cidades. O negócio não deu certo e a obra parou após a concretagem da base e instalação das primeiras pilastras.
Segundo o advogado e também um dos investidores do empreendimento, Jayme Resende, além do perito nomeado pela Justiça haverá um contador para fazer a apuração e atualização dos valores devidos. Durante esse dia as partes envolvidas poderão ter acesso a essa apuração que, posteriormente, será levada para análise do juiz”, complementou.
Ainda de acordo com Jayme Resende, o valor da causa gira em torno de R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões. O processo tramita na 1ª Vara Cível da comarca de Coronel Fabriciano. O processo é movido contra três réus: Investiplan, Construtora Santo Amaro e o engenheiro Jairo Augusto Peixoto de Almeida. A maioria dos investidores é de Coronel Fabriciano. Além destes, há dívidas com fornecedores de materiais de construção, transportadoras e outros prestadores de serviços.
Interessados
Por causa da ação, a área onde seria construído o shopping foi declarada impedida judicialmente, a fim de assegurar a garantia do pagamento aos investidores lesados com a paralisação do empreendimento. No entanto, Jayme Resende revela que existem dois grupos, um nacional e outro internacional, interessados em adquirir o terreno para dar prosseguimento ao projeto de instalação de um shopping no local. O nome dos investidores não foi revelado pelo advogado.
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