17 de setembro, de 2011 | 00:00

Fabricianenses incrédulos

Adiamento na reabertura do Hospital Siderúrgica desilude a população

Bruna Lage


maria ocília

FABRICIANO – Após o anúncio da protelação da reabertura do Hospital Siderúrgica para o mês de novembro, a reportagem do DIÁRIO DO AÇO foi às ruas para saber a opinião dos moradores de Coronel Fabriciano a respeito do assunto.
As portas do único hospital de atendimento público na cidade estão fechadas desde 15 de julho, devido a uma crise financeira. O prazo previsto pela Justiça Federal para o retorno do atendimento à população foi estipulado inicialmente para o dia 22 deste mês, e adiado para garantir a transição na gestão do estabelecimento.
 
A notícia do adiamento da reabertura fez com que alguns moradores perdessem a esperança na reabertura do Hospital Siderúrgica. Esse é o caso da doméstica Ana Izaías da Silva.
Bruna Lage


arlete
“Após tanto tempo de portas fechadas, não acredito que o Siderúrgica volte a funcionar, o que é um absurdo”, protestou. Marlene Alves, moradora do bairro Olaria, também duvida que o hospital abra as portas para a comunidade. “Poder contar com atendimento particular é bom em uma hora dessas, porque pra mim, esse hospital não volta a funcionar. É difícil acreditar nessa notícia, depois de tantas vezes que já foi anunciada”, declarou.
 
Já para Arlete Morais, moradora do bairro Santa Helena, o local não poderia ter fechado de forma alguma. “Não é justo o cidadão que cumpre com os seus deveres e paga impostos ter de sair de sua cidade para receber atendimento em hospitais de cidades vizinhas”, lamentou.
Já a aposentada Maria Ocília de Jesus vai mais longe ao afirmar que o adiamento na data de reabertura é um desrespeito, haja vista o transtorno em ter que sair da cidade para receber atendimento.
“Nesse período já precisei dos serviços do hospital, mas como estava fechado, tive que ir até o Hospital e Maternidade Vital Brazil, em Timóteo, o que deve continuar ocorrendo até o mês de novembro. Lamentável”, citou.
Bruna Lage


andréia
Prejuízos
A falta de um hospital prejudica ainda os profissionais da área da saúde. A enfermeira Andréia Ribeiro cadastrou seu currículo profissional no Siderúrgica pouco antes do fechamento.
“Me candidatei à vaga de enfermeira, mas não tive tempo de concorrer ao cargo. Na minha opinião, é um absurdo uma cidade do porte de Coronel Fabriciano não ter um hospital para atender à população. Eu possuo convênio médico, mas penso em quem precisa se deslocar para utilizar tais serviços em outros municípios”, pontuou.
 
Desde o mês de julho, o técnico em enfermagem Jefferson Silva não exerce a função. “Eu trabalhava no Hospital Siderúrgica, mas com essa situação eu e muitas pessoas nos encontramos na mesma condição, sem salário e com diversas contas a pagar, acumuladas”, ponderou.
 
Bruna Lage


Ana Izaías
Para Vanderléia dos Santos, moradora do bairro Santa Cruz, a demora é justificável, caso a estrutura oferecida à população seja aprimorada. “Se for pra melhorar a condição dos equipamentos e atendimento, acredito que não seja tão ruim assim. É verdade que eu e meus três filhos possuímos convênio médico, o que nos dá um pouco mais de tranqüilidade em relação àqueles que não contam com o serviço particular”, mencionou.
 
O adiamento da reabertura do hospital foi anunciado na tarde de quinta-feira (15), pelo secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques.

 
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