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22 de setembro, de 2011 | 00:00

Paralisação por reajuste salarial

Juízes e promotores reivindicam ainda melhores condições de segurança

Bruna Lage


coletiva juízes
IPATINGA – Juízes e promotores de Justiça promoveram uma paralisação parcial de suas atividades nesta quarta-feira (21). O movimento mobilizou, sob orientação da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juízes de todo o país em defesa da valorização da carreira.
No Vale do Aço, os representantes do movimento promoveram uma coletiva na tarde de ontem no salão de júri da Comarca de Ipatinga, a fim de explicar o motivo da paralisação. Atualmente, o salário base da classe é de R$ 18 mil, e a reivindicação é de reajuste da ordem de 22%.
De acordo com a diretora do Foro da Comarca de Ipatinga, Marli Maria Braga Andrade, a classe não recebe reajuste de salário desde 2006. “Não é feita recomposição da inflação desde então, quando foi estabelecido o subsídio para a magistratura. Nossa luta é também por condições melhores de trabalho, haja vista o aumento de nossa demanda”, explicou.
A magistrada disse ainda que “nossa pretensão é que os tribunais consigam negociar com o Executivo para que seja encaminhado o projeto de lei do reajuste e que esse reajuste seja implementado na forma devida, como estabelece a Constituição Federal”.
Além da remuneração, a classe reivindica melhores condições de segurança, devido a ameaças sofridas pelos magistrados na cidade de Timóteo e Ipatinga, conforme explica a juíza diretora do Foro da Comarca de Timóteo, Lucy Aznar, que não quis se aprofundar sobre a denúncia. “A estrutura que nos é oferecida é a mesma há tempos e não condiz com a crescente demanda”, reiterou. Além dos magistrados, aderiram ao movimento representantes da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho.
Segundo o diretor regional da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), que congrega os juízes estaduais, Marcelo Rodrigues Fioravante, será decidido, junto às outras associações, se haverá nova paralisação no futuro.
“Deliberaremos a respeito, haja vista que os próximos passos serão realizados em conjunto. Mas esperamos que nossas solicitações sejam atendidas o mais rápido possível, e que não seja necessário nada disso”, pontuou. Fioravante explicou, ainda, que as audiências marcadas para esta quarta-feira já estão devidamente agendadas. “Os envolvidos foram comunicados no mesmo dia e já estão cientes das novas datas”, disse.
Participaram da coletiva ainda os juízes de Direito Fábio Torres, Samuel Saraiva, Mauro Simonassi, Lidiane Horsth, além dos promotores César Augusto dos Santos e Bruno Schiavo.
 
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