PREF IPATINGA 62 ANOS 728X90

25 de setembro, de 2011 | 00:00

PT tem dois pré-candidatos

Cecília Ferramenta e Agnaldo Bicalho revelam interesse em representar a legenda em 2012

IPATINGA - Ao que tudo indica, a disputa interna no Partido dos Trabalhadores irá se repetir em Ipatinga. Procurados pelo DIÁRIO DO AÇO, a ex-deputada estadual Cecília Ferramenta e o vereador Agnaldo Bicalho confirmaram o interesse em representar a legenda na disputa do governo municipal no próximo ano. Ambos defendem que a decisão do representante seja tomada pelos filiados. A principal divergência constatada foi a política de alianças de cada um. Confira as entrevistas.
 
ACS/Cecília Ferramenta


Cecília Ferramenta

Por que seria a senhora o melhor nome do PT para a eleição de 2012?
Logo após as eleições extemporâneas (2010), eu e o Chico Ferramenta fomos convidados a retomar a discussão com vista ao próximo pleito. Em um primeiro momento, entendemos que nossa contribuição política para Ipatinga já tinha sido feita, uma vez que o Chico foi prefeito por três mandatos e, eu, deputada estadual por duas vezes consecutivas. Mas fomos procurados pela bancada de vereadores, lideranças comunitárias, amigos e decidimos que meu nome poderia ser colocado novamente à disposição do PT. Isso não quer dizer que eu seja a candidata, sou pré-candidata. Se eu for a escolhida, ficarei muito honrada em contribuir na recuperação de um projeto consagrado por 16 anos.
Qual sua posição diante da existência de outros nomes?
É um direito que todos têm. Não vou entrar aqui em pormenores e nem sobre a questão dos outros nomes por que todos têm condições de reivindicar isso. Mas acredito que temos que colocar o assunto na mão dos filiados. São eles que podem decidir quem irá representá-los.
A disputa interna é fator histórico no PT, mas a senhora acredita em uma unidade sólida?
Em minha opinião, a unidade do PT tem que passar pelo coração e pelo amor das nossas lideranças por Ipatinga. Todos aqueles que tiverem esse amor vão estar unidos conosco. É uma questão de desprendimento. Se você entra em um processo em que seu nome é colocado à disposição, e isso é feito com democracia e de forma franca, certamente não teremos problemas na hora de assegurarmos essa unidade.
Caso o nome definido não seja o da senhora, o outro candidato contará com seu apoio?
Com certeza. Vamos estar juntos com o partido para recuperar o projeto petista de Ipatinga.
Na condição de pré-candidata, qual sua posição sobre a política de alianças do PT? Seria possível compor com o PMDB?
Participamos recentemente do Encontro Nacional do PT em Brasília, do qual eu e Chico somos delegados, e essa questão de aliança ficou muito clara. Cada cidade tem sua realidade. Em Ipatinga certas alianças não são possíveis, até por razões históricas. A partir de 2004, quando o PT deixou a administração municipal, assistimos com muita tristeza um projeto vitorioso por 16 anos ser desmantelado sem o menor respeito com a população. E quem estava à frente disso foi o PMDB. Então, acho muito difícil fazer uma composição com esse partido.
 
 
ACS/CMI


Agnaldo Bicalho

Por que seria o senhor o melhor nome do PT para a eleição de 2012?
Isso não está ligado ao meu nome, mas sim, ao projeto político partidário que queremos apresentar ao PT. É um algo que nasce de uma discussão interna da bancada de vereadores, e saio com o apoio da maior parte deles. Algo que nasce de dentro do movimento sindical. É um nome que está inserido dentro da Igreja. E isso não se limita a uma pessoa, mas ao grupo que está por detrás dessa pré-candidatura, que pode garantir ao PT um projeto mais próximo do povo, um projeto diferente, que ganhe a simpatia de mais de 50% da população. O que foi apresentado até hoje pelo partido não passa por mais de 50% do povo. E nós precisamos ter um projeto para a maioria da cidade.
Qual sua posição diante da existência de outros nomes?
Graças a Deus que, no PT, tem abertura pra discussão de nomes. Se fosse diferente, eu não estaria nesse partido. É importante que tenha mais opções, mas junto com elas um debate político sério, democrático e comprometido com a legenda. A expectativa de outros nomes é a garantia do debate. O PT não pode escolher sua candidatura por decreto, pelo nome que é mais conhecido, mas sim pela proposição de projetos de candidatura.
A disputa interna é fator histórico no PT, mas o senhor acredita em uma unidade sólida?
Na verdade, desde a fundação do PT foi consolidado um compromisso muito grande com a pluralidade de ideias. Então, o debate, a discussão interna sobre diferentes pontos de vista, a iniciativa de levar isso para ser votado, isso é o princípio da origem do PT. Por outro lado, é muito claro o compromisso exigido por quem entra no partido de assumir externamente o que é definido. Nós não queremos a unidade de pensamento. Pelo contrário, queremos diversidade. A unidade será muito bem-vinda a partir do momento em que o PT escolher efetivamente o seu candidato.
Caso o nome definido não seja o do senhor, o outro candidato contará com seu apoio?
Com certeza. A base de sustentação da nossa pré-candidatura é fielmente comprometida com os interesses do partido. Respeitaremos a sabedoria dos filiados na hora de decidir seu representante. E aquele que for escolhido vai ter o nosso apoio, e não apenas isso, mas contará com o apoio do projeto político que temos para a cidade.
Na condição de eventual candidato, qual sua posição sobre a política de alianças do PT? Seria possível compor com o PMDB?
O PT tem que parar e admitir que foi muito arrogante nas últimas eleições. E que ele, sozinho, não é majoritário na cidade. O pensamento petista é grande, mas, não somos maioria. Então, para se ganhar uma eleição teremos que nos unir a outros pensamentos. Foi assim que o Lula ganhou as eleições, e dessa forma que a Dilma saiu vitoriosa no ano passado. É assim que o Brasil está sendo governado. E nessa perspectiva, nós temos que entender que o PMDB é um aliado histórico e prioritário do PT. O PT tem que conversar prioritariamente com o PMDB. A partir daí, buscar os outros partidos que fortalecem a base da presidente Dilma. Temos que deixar o sectarismo de lado. Fazer campanha do bairro Castelo ao “Beiço da Égua”. Conversar com a classe empresarial e a classe estudantil. Temos que conversar com as pessoas que têm situação financeira boa e com as outras que são excluídas da sociedade. Temos que ter um projeto de cidade e para a cidade. E para isso, a aliança é essencial.
 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário