25 de setembro, de 2011 | 00:00
Radiodifusores debatem mercado
Evento regional reúne dezenas de profissionais do rádio e TV
IPATINGA Ipatinga sediou, neste sábado, o 2º Encontro Regional da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). O evento, realizado no Hotel Panorama, reuniu cerca de 150 profissionais do rádio e da televisão de várias cidades mineiras. Além de radiodifusores, empresários, profissionais e personalidades políticas da região do Vale do Aço marcaram presença. O próximo encontro será realizado na região de Uberlândia.
Durante a programação, os participantes ouviram palestras sobre questões relacionadas ao marketing, propaganda e as vantagens do anúncio. No período da tarde, o diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), José Dias Coelho, falou sobre o papel institucional e atuação da agência em Minas Gerais. O evento também deu espaço a uma rodada de negócios com representantes da indústria de equipamentos de rádio e televisão e um debate sobre a comercialização e assuntos de radiodifusão.
Entre as dificuldades relatadas pelos profissionais do rádio, a concorrência desleal enfrentada com as rádios clandestinas é uma das principais reclamações. Chamam de rádio clandestina as emissoras que transmitem na Frequência Modulada (FM) sem autorização do Ministério das Comunicações. A frequência de Amplitude Modulada (AM), pela complexidade no sistema de transmissão, não padece do problema.
Segundo o presidente da Amirt, Agostinho de Rezende Campos, a disputa entre as emissoras legalizadas e as clandestinas é uma preocupação constante, pois há uma invasão desse meio. Existem rádios entrando no ar sem o menor cuidado. Essas rádios são criminosas porque não são rádios com uma concessão para funcionar”, reclama.
Falha
Há 45 anos no ramo da radiodifusão, o ex-presidente da Amirt, proprietário da Rádio Montanhesa, de Viçosa, João Bosco Torres, o agravante da pirataria é a falta de fiscalização pela agência reguladora da telecomunicações no Brasil, a Anatel. Além das rádios piratas e criminosas sofremos com a concorrência desleal das emissoras educativas que ganham a concessão, mas utilizam o espaço para fazer publicidade sem autorização”, explicou.
A situação reclamada pela radiodifusão deverá se agravar, porque o governo prepara a liberação de nova leva de emissoras educadoras. Mesmo para as cidades onde já existem essas rádios e tevês, o Ministério das Comunicações avalia a liberação de novas concessões. Uma consulta pública já está aberta neste sentido e a decisão é questionada pelas entidades representativas da radiodifusão.
O empresário João Bosco ressalta que os radiodifusores não são contra as rádios comunitárias, mas defende que elas precisam cumprir as regras. Falta fiscalização e os donos de rádios regularizadas são vistos chamados de ladrões, pois precisam cobrar um preço justo de seus anunciantes para manter a atividade dentro da regularização”, argumentou.
Agências
Para outro radiodifusor da região de Divinópolis, Mayrinck Pinto de Aguiar Junior, o reconhecimento do rádio nas agências publicitárias é outro fator preocupante. As agências não gostam de comprar espaço no rádio porque é barato e não vão oferecer os mesmos recursos da televisão”, acredita.
Mas por outro, Mayrinck Aguiar afirma que as rádios ainda conseguem conquistar um bom mercado.
Temos um problema com as agências, mas não com os anunciantes porque muitos procuram as emissoras de rádio de forma direta e não as agências”, disse. A agilidade, fácil acesso da população e o baixo custo da divulgação em rádio são as vantagens apontadas pelo empresário. O rádio dá uma resposta mais rápida no mercado e isso é imbatível na mídia. É um veículo que se concretiza no âmbito local e não em nível nacional como outros meios de comunicação”, concluiu Mayrinck Aguiar.
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