28 de setembro, de 2011 | 00:01
Vital confirma demissões
Desligamentos são resultado da redução em 25% do contrato com a PMI
IPATINGA Os 300 funcionários da Vital Engenharia Ambiental que receberam notificação de aviso prévio, no último dia 23, deverão mesmo ser demitidos. A confirmação foi dada pelo gerente de contratos da empresa no Vale do Aço, Lélis Antônio Carlos, em reunião na sala anexa ao plenário da Câmara de Vereadores, na tarde desta terça-feira.
Segundo o gerente, as demissões se tornaram inevitáveis devido à redução em 25% do contrato da concessionária de limpeza urbana, proposta pela Prefeitura de Ipatinga. A reunião foi organizada pela Comissão Especial composta pelos vereadores Roberto Carlos (PV), Nilson Lucas (PMDB) e Sebastião Guedes (PT), além de César Custódio (PT), Dário Teixeira (PT) e Adelson Fernandes (PSB).
Questionado se não haveria uma alternativa para evitar as dispensas, Lélis disse que até o momento a empresa não encontrou outra saída para a situação. A partir do dia 1º de outubro, os 300 funcionários passarão a trabalhar somente com serviços internos na própria empresa, deixando as ruas da cidade sem serviços como varrição, capina e recolhimento de entulho. Serão mantidas a coleta de resíduos domiciliar e de saúde, limpeza de boca-de-lobo e das feiras-livres, além de compostagem.
Segundo Lélis, as demissões estariam ligadas à redução do contrato solicitado pela PMI, devido aos cortes promovidos pela administração municipal em diversas áreas. No caso da Vital, a justificativa da PMI é de que uma pesquisa do IBGE teria apontado para uma diminuição populacional da cidade. O aviso prévio desses trabalhadores vencerá no dia 15 de outubro.
O valor da dívida, computada até o mês de agosto, chega a R$ 11,6 milhões, passando a R$ 13,5 milhões no fim de setembro. A justificativa da prefeitura é de que não há dinheiro em caixa, e que a verba existente é para sanar dívidas com empresas menores”, pontuou o gerente.
Empréstimo
O gerente disse que a PMI propôs à empresa que procurasse uma financeira para pegar um empréstimo em nome da própria Vital, valor este que seria revertido para pagamento da dívida que o município possui com a concessionária. O problema é que o financiamento seria feito em nome da Vital, o que a impediria de participar de licitações até a quitação do débito. Além disso, teríamos que arcar com o pagamento dos juros da operação bancária”, explicou.
Lélis mencionou ainda que a empresa continua aberta ao diálogo. Estamos conversando há alguns dias, eles (PMI) fazem propostas, nós entramos com contraposta, mas até o momento não chegamos a um termo comum”, afirmou. O contrato entre a prefeitura e a empresa estabelece que, após três meses de atraso no pagamento, a concessionária pode reduzir em até 30% dos serviços prestados à cidade.
De acordo com os integrantes da comissão de vereadores, era necessário ouvir a empresa para que o próximo passo pudesse ser dado. Nesta quarta-feira, às 14h, haverá uma nova reunião na Câmara, dessa vez envolvendo o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Rodrigo Resende, para solucionar a questão. A comissão mostrou-se preocupada em relação à suspensão dos serviços básicos de limpeza.
Funcionários da Vital estiveram na Câmara de Vereadores na última sexta-feira para pedir a intervenção do Legislativo junto à administração municipal. Segundo eles, os vereadores deveriam interferir no sentido de evitar a demissão de centenas de trabalhadores, conforme publicado pelo DIÁRIO DO AÇO na edição do dia 23 deste mês.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]
















