01 de outubro, de 2011 | 00:00
Demitidos fazem manifestação na PMI
Dívida com concessionária da limpeza pública paralisa varrição e outros serviços essenciais ao município
IPATINGA - Praças e ruas tomadas por entulhos. Invasão de galhos na rede elétrica. Estas são algumas das consequências geradas pelo endividamento da administração municipal com a concessionária de limpeza pública do município, Vital Engenharia Ambiental. Na tarde desta sexta-feira, funcionários da concessionária foram para a porta da prefeitura manifestar a insatisfação com os desligamentos.
Diante do pedido feito pela prefeitura para que fosse reduzido em 25% o valor do contrato, a empresa definiu que, a partir deste sábado (1º), a cidade não contará mais com serviços de varrição, capina, remoção de entulho e realização de poda de árvores. Além disso, 300 funcionários da Vital foram colocados em aviso prévio. Os serviços, a partir deste sábado, se restringirão à coleta domiciliar e resíduos de saúde, limpeza de feiras e manutenção do aterro sanitário.
Outro lado
Procurada pela reportagem, a prefeitura informou que não tem medido esforços para evitar que as demissões já anunciadas pela Vital sejam efetivadas”. Conforme a assessoria de Comunicação Social, diversas reuniões têm ocorrido para tratar do assunto”. A última delas ocorreu na quarta-feira (28), na Câmara Municipal, com a presença do secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Rodrigo Resende, e dos vereadores que compõem a Comissão de Urbanismo de Ipatinga. Na oportunidade, foi declarado aos parlamentares que a decisão de demitir os funcionários da Vital não estava definida e que isso seria avaliado em um novo encontro com representantes da empresa, agendado para a tarde de ontem (30).
Por telefone, a assessoria da concessionária negou que houvesse alguma agenda com a PMI nesta sexta-feira. Não temos nenhuma reunião agendada com a prefeitura. O gerente de contratos da Vital se encontra no Rio de Janeiro para participar de atividades institucionais da Vital”, afirmou a assessoria da concessionária. Ainda de acordo com a PMI, devido ao desencontro de informações, foi marcado um novo encontro com a empresa para próxima segunda-feira (03). Fato este também desconhecido pela concessionária. Até o momento não fomos informados de nada. A não ser que a PMI tenha entrado em contato diretamente com nosso gerente, que está em viagem”, emendou a representante da Vital Engenharia. A reportagem entrou em contato com o responsável pelo assunto, Lélis Antônio Carlos, mas seu aparelho telefônico estava fora de área.
Dívida
A dívida da prefeitura com a Vital chega a R$ 13,5 milhões. A administração sugeriu que a concessionária que fizesse um empréstimo com uma financeira. No entanto, se aceitasse essa alternativa, a empresa ficaria impedida de participar de licitações até à quitação total do débito. Outro ponto negativo seria a responsabilidade da própria empresa em arcar com os juros criados pela dívida. Segundo a Vital e Administração Municipal, este assunto ainda não foi definido.
Vale lembrar que o motivo de todos estes cortes nos serviços e a demissão dos funcionários não são motivados pela dívida existente. Mas sim pela necessidade apresentada pela PMI de que o valor do nosso contrato seja reduzido em 25%. Para atender isso não encontramos outra alternativa se não a que adotamos. Mas estamos abertos ao diálogo”, declarou durante o encontro com os vereadores o gerente da Vital, Lélis Antônio Carlos.
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