02 de outubro, de 2011 | 00:00

Informalidade incomoda setores do comércio

Divulgação


conselho consultivo timóteo
TIMÓTEO - Os integrantes do Conselho de Gestão e Transparência se reuniram na quinta-feira para discutir o comércio ilegal no município, especialmente o funcionamento de uma feira hippie. Há algumas semanas, o empreendimento foi instalado no bairro Olaria e vem causando protestos dos comerciantes, uma vez que a iniciativa não gera emprego ou renda para o município. O Conselho de Gestão possui caráter consultivo e propositivo e é composto por representantes de vários segmentos da sociedade.
Apesar de uma discussão jurídica e do entendimento, dos lojistas formais, que a feira é ilegal, neste sábado ela voltou a funcionar no bairro Olaria, gerando protesto dos comerciantes.
 
Durante a reunião, representantes da administração municipal explicaram que a feira funciona na base do improviso, embora os responsáveis pelo empreendimento já tenham sido notificados sobre a impossibilidade de funcionamento sem alvará. “Enquanto a liberação do alvará não tiver sido concedida pelo município, a feira está em condição ilegal”, explicou o secretário de Fazenda, Fábio Mussi.
 
O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Timóteo (Aciati), Hiler Félix, argumentou que o descumprimento de requisitos básicos fere à economia do município e gera prejuízos em todas as esferas da sociedade. Na avaliação de Hiler, como a feira hippie se instala sem alvará e utiliza funcionários que não residem em Timóteo, todos os ganhos gerados através dos consumidores da cidade não são revertidos para o bem do município.
 
“Por causa da falta de alvará de funcionamento, os impostos deixam de ser recolhidos aqui e isso acaba gerando uma situação desleal com a classe de comerciantes de Timóteo. Esse tipo de oportunismo dos responsáveis pela feira lesa o próprio consumidor. Afinal, se o comércio deixa de ter lucro, iremos acabar com perdas de receita, desemprego e um consequente enfraquecimento da nossa economia”, disse o presidente da Aciati.

 
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