14 de outubro, de 2011 | 00:00
Moradores reclamam de via parcialmente interditada
Comunidade da Vila Celeste quer mais segurança para residências e tráfego de veículos
IPATINGA Moradores da rua Curió, bairro Vila Celeste, reivindicam providências da administração municipal e da Copasa para a reforma de parte da via, devido à ruptura da rede de abastecimento de água. De acordo com os reclamantes, o problema no local se estende há mais de um ano.
Segundo a aposentada Ilda Santana de Almeida, seus familiares tiveram a casa atingida pelo barranco que desabou quebrando um pedaço da parede do quarto.
Na época, o cano da Copasa estourou, com isso a água desceu e entrou na casa da minha nora. Falta água todos os dias nesta rua. A outra vizinha teve a sua casa invadida também, tudo por conta do cano estourado. Passado um ano, até agora nenhuma providência foi tomada. Até a Defesa Civil já esteve aqui e fez vistoria. Já fomos à Prefeitura diversas vezes e nada foi feito”, contou.
Ainda segundo Ilda, o problema se agrava no período das chuvas. Os carros pequenos passam nesta rua e quase caem em cima da nossa casa. E quando está chovendo é pior, a tendência é que mais barranco desça e atinja as casas. Minha família dorme na cozinha no período de chuva, por medo da parede do quarto ser atingida” relatou.
Em relação à Copasa, Ilda afirma que os moradores já fizeram diversos pedidos. A resposta da Copasa foi que o problema não é dela, e alega que a prefeitura tem que resolver, porque o problema é na rua. A prefeitura e a companhia precisam chegar a um consenso para resolver este problema. Afinal de contas, andamos em dia com nossos compromissos, pagamos as nossas contas e impostos e não temos um atendimento digno por parte deles”, ressaltou.
Conforme outro morador, o aposentado Manoel Leôncio Gomes, caminhões que precisam fazer entregas não conseguem chegar até o local, pois a rua está estreita e eles preferem não arriscar. Além desse problema, ainda falta água diariamente no bairro. Dia desses, um ônibus que tentou passar, bateu no poste e quebrou um pedaço do poste. Já fizemos dezenas de reclamações, mas eles não ligam e deixam pra lá. É necessário aterrar e calçar a rua”, solicitou.
Outro lado
A Prefeitura de Ipatinga informou, nesta quinta-feira (13), que a Secretaria de Obras Públicas (Semop) vai assumir os serviços de reparação pelos danos causados com o desabamento de terra na rua Curió. A nota diz ainda que dados registrados pela imprensa, em 13 de novembro de 2010, comprovam que o desabamento na rua Curió ocorreu em virtude da ruptura da rede de abastecimento de água da Copasa.
A concessionária, na ocasião, através de laudo pericial, formulado por uma empresa técnica especializada, demonstrou que o rompimento da rede ocorreu em virtude do deslizamento do terreno em razão de uma série de circunstâncias ambientais e de ocupação urbana desordenada.
Copasa
Segundo o gerente da Copasa no Vale do Aço, Eduardo Ferreira de Carvalho, o entendimento da concessionária é que o incidente de queda de talude que afetou os imóveis da rua Curió de nº 761 e 773, situados abaixo do nível da via, ocorreu devido à falta de obra de contenção adequada do talude.
A Copasa observou, em 14 de março do ano passado, que havia um princípio de deslizamento no talude em frente ao nº 761 e acionou o Corpo de Bombeiros, visando alertar a Defesa Civil e moradores do perigo. A queda do talude ocorrida em 13 de novembro daquele ano provocou o desembolsamento da tubulação e, consequentemente, houve vazamento de água. As evidências colhidas indicam que o vazamento no local foi consequência do incidente. Esta foi à conclusão da perícia técnica realizada no local após o ocorrido”, afirmou Eduardo Ferreira sem, no entanto, apresentar uma solução para o caso.
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