22 de outubro, de 2011 | 00:00
Erosões na área interna do Perd
Usuário reclama de buracos em Estrada-Parque; para DER e construtora não existe problema
MARLIÉRIA Antes mesmo de ser concluída, a Estrada-Parque Bispo Dom Helvécio, que liga a sede do município ao Parque Estadual do Rio Doce (Perd), tem sido motivo de desgastes. Dos 7 km de pavimentação realizados, uma parte do calçamento, na área interna da unidade de conservação, começou a soltar em alguns trechos, provocando erosão por onde circulam veículos de moradores da região e turistas. Iniciada em março de 2009, a obra deveria ser concluída em março deste ano. Houve atraso e foi solicitada uma prorrogação, que venceria em dezembro próximo. No entanto, o término dos trabalhos só deve ocorrer em fevereiro de 2012.
Um motociclista que sempre utiliza a via enviou à redação do DIÁRIO DO AÇO uma reclamação dando conta da situação da estrada no trecho que vai da entrada do Perd à área de camping. A Oriente Construtora, que executa a obra, declarou desconhecer o problema e afirma não ter recebido nenhuma notificação do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), órgão responsável pela fiscalização.
Questionado sobre o problema, o coordenador regional do DER, Nívio Pinto de Lima, disse que um eventual desgaste na pista é natural. Não existe nenhum problema, estive no local nesta quinta-feira (20) e está tudo certo”, disse. Fotos enviadas por moradores mostram pequenas erosões na Estrada-Parque. As imagens mostram paralelepípedos soltos, e um buraco formado onde os mesmos haviam sido colocados.
De acordo com o coordenador do DER, possíveis reparos serão realizados pela construtora, haja vista que a obra ainda não foi entregue. A responsabilidade total em caso de alguma falha até a conclusão da pavimentação é da Oriente, porém ainda não detectamos a falha em questão na estrutura”, declarou.
Na edição do dia 6 deste mês, o DIÁRIO DO AÇO publicou uma matéria dando conta de um novo prazo para entrega da obra. A parte montanhosa será trabalhada após o período chuvoso. Incluída no Programa de Pavimentação de Ligações aos Municípios (ProAcesso), a cargo da Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop), a obra foi alardeada como um grande projeto em prol do desenvolvimento turístico da região.
Outro inconveniente gerado pela obra foi o acúmulo de grande quantidade de terra em áreas montanhosas, e moradores de Marliéria revelaram a preocupação com o risco de possíveis deslizamentos no período chuvoso.
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