22 de novembro, de 2011 | 00:06

Comerciantes acreditam em lucro maior

Pesquisa aponta que 59,6% dos lojistas terão um desempenho superior a 2010

Divulgação


Comércio em Timóteo

FABRICIANO – O Sindicato do Comércio do Vale do Aço (Sindcomércio) realizou uma sondagem junto a 91 lojistas dos três principais municípios do Vale do Aço para conhecer a expectativa em torno das vendas do fim de ano.
Do total de comerciantes ouvidos, 59,6% apostam que irão lucrar mais este ano do que em relação a 2010, enquanto 31,5% crêem que venderão o mesmo que no ano passado e 9% estão pessimistas e projetam um movimento menor neste ano se comparado ao ano anterior.
O Natal é a melhor data de vendas para o comércio varejista. “As semanas que antecedem o 25 de dezembro têm uma força comercial e emocional inegável. Há também o 13º salário para garantir o fôlego das compras. Desta forma a disputa pela preferência dos consumidores está sendo acirrada”, observou o presidente do Sindcomércio, José Maria Facundes.
Dos entrevistados que estão otimistas com as vendas em 2011, 43,2% afirmaram que o aumento deve girar em torno de 10%. Já 27% apostam que as vendas aumentarão entre 10% e 20%; e 24,3% dos comerciantes vislumbram de 20% a 50% mais vendas que no ano passado.
Decoração
Sobre as iniciativas adotadas para a obtenção de melhores resultados no Natal, 20,8% dos comerciantes disseram que a decorarão as vitrines de suas lojas é prioridade, enquanto 17,3% revelaram que investiram na variedade de opções para o consumidor.
Outros 12,9% dos lojistas afirmaram que oferecerão descontos na compra em dinheiro. Um percentual um pouco menor (12,2%) informaram que pretender treinar e capacitar a equipe. Há ainda os que apostam em prazos dilatados no cartão de crédito (10,2%), kits com preços especiais (3,1%) e estoques com produtos importados (2,0%).
Incremento
Sobre quais fatores eles acreditam ser determinantes nas vendas neste fim de ano, 30,8% dos entrevistados assinalaram o pagamento do 13º salário, enquanto 28,4% crêem que os preços mais acessíveis poderão alavancar o comércio. Treze por cento apostam na confiança do consumidor e 3,8% na expectativa de aumento do salário mínimo.
Em relação ao que pode inibir as vendas, 56% dos comerciantes temem pelo endividamento da população e 13,6% pela falta de produtos para atender a demanda. Para 7,2% dos lojistas a concorrência desleal do comércio informal, também pode atrapalhar.
Embora acreditem que o 13º salário será o principal responsável por injetar dinheiro no comércio, 51,1% dos entrevistados afirmaram acreditar que os consumidores destinaram a 1ª parcela para o pagamento de dívidas.
Contratações
Dos comerciantes sondados, 50% responderam que investiram ou investirão em contratações temporárias para o Natal; 45,2% afirmaram que essas contratações ocorrerão em dezembro; 6,5% já contrataram em outubro; enquanto 48,4% deixaram para fazer as admissões em novembro.
Em relação ao perfil profissional que pretendem colocar em suas lojas, 52,5% dos entrevistados citaram que preferem profissionais capacitados com curso de vendas ou similar. Já, 45% dos comerciantes disseram optar por profissionais com qualquer escolaridade, mas com experiência.
Em 50% dos comércios o gerente ou proprietário são responsáveis pela contratação, enquanto em 27,4% dos lojistas disseram contratar por indicações de terceiros; e 8,1% das lojas, por sua vez, possuem um setor especializado em Recursos Humanos. Vendedores (71,2%) e operadores de caixa (15,3%) são os profissionais priorizados nas contratações.
Desnecessário
Dos que disseram que não irão contratar, 31% revelaram não haver necessidade, enquanto 28,6% acreditam que não haverá movimento suficiente para justificar a contratação.
A pesquisa do Sindcomércio junto aos comerciantes do Vale do Aço foi feita com o suporte do Departamento de Economia do Sistema da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais.
“Os investimentos são fundamentais para atrair os consumidores em busca de novidades. Realizamos essa sondagem com os principais segmentos do comércio: informática, telefonia, eletroeletrônicos, perfumarias, óticas, livraria e outros. Deve-se ficar atento e dar uma atenção especial aos investimentos em marketing, pois já está comprovado que vale a pena”, complementou José Maria Facundes.

 
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