04 de dezembro, de 2011 | 00:03

“Um alívio para o sofrimento”

Apirva recebe familiares enquanto pacientes passam por hemodiálise

Bruna Lage


trabalhos apirva

IPATINGA – A árdua tarefa de acompanhar um familiar no hospital é uma realidade para diversas pessoas no Vale do Aço, que precisam vir até Ipatinga assistir aqueles que passam por tratamento de insuficiência renal.
O tratamento diário dura em torno de quatro horas, procedimento feito até três vezes por semana. Pensando em uma forma de amenizar essa jornada, a Associação dos Portadores de Insuficiência Renal do Vale do Aço (Apirva) realiza um trabalho junto aos pacientes e seus familiares. Criada em 2004, a entidade acolhe essas pessoas por algumas horas, disponibilizando trabalhos manuais, durante um tratamento que pode durar anos.
Com sede no bairro Bela Vista, a associação surgiu como um ramo da Pastoral da Saúde. Atualmente, a associação caminha com seu próprio esforço, e não recebe recursos de nenhum órgão público. “Nós promovemos bazares e diversos outros eventos para fazer face às despesas, que chegam a R$ 1.500, sem contar o medicamento que fornecemos para os pacientes”, explica Selma Magalhães, presidente da Apirva.
“Sempre que podemos doamos carbonato de cálcio que todos eles tomam, omeprazol devido a problemas de estomago, e algum medicamento que eles têm dificuldade de comprar. No mais é cesta básica e alimentos para lanche. Todas essas despesas são pagas com a verba dos eventos que promovemos e com uma contribuição espontânea dos integrantes no valor de R$ 5”, conta Selma.
Bruna Lage


zilda apirva

Alívio
Moradora do bairro Quitandinha, Zilda Penha Silva Sodré, acompanha o marido ao tratamento há quatro anos. “Conheci a Apirva há uns dois anos. Sinto-me bem quando venho para cá, pois encontro as meninas, que tem muita paciência para ensinar os trabalhos manuais, como pintura e o artesanato. Se eu ficasse esperando no hospital veria muita coisa que não agrada. Além de tudo isso, temos até um lanche, que nos mantém até chegar em casa”, conta.
Bruna Lage


marlene apirva

Há dois anos Marlene Matos também acompanha o marido. “Essa rotina puxada, se não fosse esse trabalho da Apirva a gente sofreria dobrado. Aqui fazemos atividades e as meninas são muito legais. É muito importante para nós. Aqui somos uma família e agradeço a Deus todos os dias por existir esse espaço, caso contrário, o sofrimento seria maior”, declarou.
Já Marlene Dionísio Oliveira, do distrito de Melo Viana, em Coronel Fabriciano, acompanha o irmão há um ano e sete meses. “Vir aqui pra Apirva é um alívio. Além da companhia, temos auxílio com medicamentos, o que ajuda muito na hora de somar as despesas, haja vista que os remédios são caros”, ponderou.
Selma conta que enquanto os pacientes estão no hospital, os representantes da entidade levam os acompanhantes para a sede, onde fica por cerca de duas horas, à espera da saída dos pacientes. “E aí a gente faz trabalhos manuais, brinca, ri, conta casos, fala da vida e, com isso, ameniza um pouco essa espera angustiante”, relata.
Doações
A presidente da Apirva lembra que doações são sempre bem-vindas. “Como não temos uma fonte fixa de renda, toda e qualquer doação é de muita ajuda”, explica Selma.
Interessados em contribuir financeiramente ou com materiais para os trabalhos artesanais podem ir à sede, situada na rua Conselheiro Pena, 39, bairro Bela Vista. Outras informações pelo telefone (31) 3823-9543 ou 3821-8507.
 
 
 
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