03 de janeiro, de 2012 | 00:00
Farmácia de Minas amplia distribuição de medicamentos no Colar Metropolitano
Entre 2007 e 2011, governo mineiro investiu R$ 70 milhões na ampliação do programa
BELO HORIZONTE Os municípios do Vale do Aço que receberam unidades do programa Farmácia de Minas comemoram os primeiros resultados alcançados. A iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), em parceria com as prefeituras, trouxe melhorias significativas na distribuição gratuita de medicamentos a usuários do SUS.
Um exemplo disso, segundo a secretaria, é a cidade de Bugre, que inaugurou a sua unidade em setembro do ano passado. A farmacêutica responsável, Aline Ferreira, relembra das dificuldades enfrentadas na distribuição de medicamentos antes da implantação do programa. A farmácia funcionava em um cubículo dentro do posto de saúde. Era tanto barulho que o paciente nem prestava atenção nas orientações que a gente dava. Queria pegar o remédio rápido e ir embora”, conta.
Atualmente, com o prédio construído em parceria com o município, ela destacou as melhorias no atendimento. O paciente pode chegar aqui tranquilamente, sentar com conforto, esperar a sua vez, tomar água. Temos mais tempo para orientar e a pessoa presta mais atenção, diminuindo os riscos de erros na hora de tomar a medicação”, afirma.
Maria da Penha Costa e Souza também sentiu a diferença no atendimento. O serviço melhorou após a construção desta farmácia. Hoje, há todos os medicamentos e na quantidade que preciso para um mês. Aqui também é muito mais confortável que no posto”, disse a dona de casa, que conseguiu todos os seus medicamentos sem enfrentar fila.
Armazenagem
O Farmácia de Minas garante o acesso da população aos medicamentos, por meio da organização da Assistência Farmacêutica para atenção à saúde, maximizando os recursos financeiros e aprimorando as atividades técnico-gerenciais de forma integrada às demais ações de saúde no SUS/MG.
O programa é responsável pelo atendimento da população, segundo necessidades específicas relativas à atenção primária, alta complexidade e doenças endêmicas.
Ao mostrar o estoque de medicamentos, Aline Ferreira aponta para o freezer e conta que a Farmácia de Minas resolveu um grande problema que o município vinha enfrentando. Não tínhamos condições ideais de armazenagem de insulina para os diabéticos. Sempre que alguém precisava, tínhamos que buscar em Ipatinga. Hoje, podemos guardar todas as doses aqui mesmo”, destaca.
Parceria
Iapu também aderiu ao programa. O prédio foi construído nos fundos de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e inaugurado em dezembro. O secretário de Saúde, Herick Campos Ferreira, que também é farmacêutico, destaca as vantagens que levaram o município a firmar a parceria com o governo de Minas para ter o programa.
Aquela visão de farmácia como uma janelinha onde as pessoas apenas pegam os medicamentos está ultrapassada. Hoje, o tempo para passar a orientação ao paciente é tão importante quanto o remédio em si”, destaca.
Herick destacou também as vantagens para o município em relação ao gerenciamento dos remédios que estão disponíveis para população. Às vezes um remédio está vencendo e a gente nem sabe. O software do Farmácia de Minas permite gerenciar melhor o estoque, evitando desperdícios e compras desnecessárias”, conclui.
Investimento
Entre 2007 e 2011, foram investidos no programa, por meio da SES, R$ 70 milhões. O valor é destinado à reestruturação da infraestrutura e custeio das unidades Rede Farmácia de Minas.
Para cada uma das 207 unidades inauguradas em Minas até agora, o Tesouro Estadual destinou até R$ 90 mil para sua implantação, sendo R$ 55 mil para a construção do prédio e R$ 35 mil para a montagem. As obras que ultrapassaram o valor de R$ 55 mil tiveram complementos com verbas municipais. Além disso, serão repassadas 13 parcelas mensais de R$ 1,2 mil para complementação salarial do profissional farmacêutico responsável pela unidade.
Para a estruturação do programa Farmácia de Minas, o governo aumentou em 70% os gastos com medicamentos para atenção primária de R$ 56 milhões em 2007, para R$ 96 milhões em 2010.
Para Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, os investimentos saltaram de R$ 209 milhões para R$ 400 milhões. Com isso, o elenco de medicamentos para atenção primária ampliou de 107 itens em 2007, para 154 em 2010; e o de Componente Especializado, de 155 itens para 195.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















