06 de janeiro, de 2012 | 00:00
Usiminas Mecânica fecha acordo para nova fábrica em Congonhas
Capacidade instalada da futura unidade será de até 3 mil vagões/ano
IPATINGA - A Usiminas Mecânica, empresa de bens de capital do grupo Usiminas, assinou um Memorando de Entendimento com empresa RCC Holding para a viabilização de uma fábrica de vagões no município de Congonhas. O acordo prevê que a RCC Holding invista R$ 32 milhões na infraestrutura da nova fábrica, que ocupará um terreno de 102 mil m2 (11 mil m² de área construída).
Mediante a concretização do projeto, a Usiminas Mecânica planeja iniciar a operação da fábrica a partir do 2º trimestre de 2012. A capacidade instalada será de até 3 mil vagões/ano, possibilitando a fabricação de até quatro modelos simultaneamente.
O objetivo da Usiminas Mecânica é agregar mais conteúdo tecnológico à sua produção de vagões. A estrutura planejada para a nova fábrica inclui sistema de jateamento e pintura, oficina para montagem e teste de freio e área para armazenamento de vagões prontos. A localização do empreendimento também é um diferencial competitivo: às margens da MG-030 e próxima a uma ferrovia de bitola mista da MRS, o que permitirá a disponibilização dos vagões produzidos diretamente na linha férrea.
Aço
Com a efetivação do projeto, o aço para a fabricação dos vagões será fornecido pela Usiminas. Além disso, componentes como travessas, laterais, hastes de ligação, engates e braçadeiras serão produzidos pela Linha de Moldagem Automatizada da Fundição da Usiminas Mecânica, em Ipatinga, inaugurada recentemente em dezembro de 2011, com investimentos de R$ 50 milhões. Esta nova fábrica, somada aos investimentos já realizados na linha de fundição, poderão posicionar a Usiminas Mecânica em um novo patamar de valor agregado na produção de vagões. Ampliaremos as oportunidades de negócio a partir de soluções mais completas”, afirma Guilherme Muylaert, diretor-executivo da empresa.
Mercado
Com o mercado aquecido, a Usiminas Mecânica já está com uma carteira superior a 700 vagões, dentre eles 447 vagões telescópicos para a Eldorado Celulose e 220 vagões GDU para a Vale. Esta produção é realizada pela fábrica de Santana do Paraíso, que continuará operando paralelamente. De acordo com previsão da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), a demanda média para os próximos 10 anos é de 4,5 mil vagões/ano.
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