06 de janeiro, de 2012 | 00:00

Polícia Ambiental interdita forno de padaria no Timirim

Polícia de Meio Ambiente


forno timirim

TIMÓTEO – A Polícia de Meio Ambiente interditou, na manhã dessa quinta-feira (5), um forno a lenha utilizado por uma padaria no bairro Timirim. O estabelecimento é alvo de constantes reclamações e acusações por causar transtornos e problemas respiratórios aos moradores da localidade. A polícia constatou que o estabelecimento não tinha autorização para fazer a queima da madeira.
A reportagem do DIÁRIO DO AÇO estampando as reclamações dos moradores, publicada na última terça-feira (3), chamou a atenção da polícia ambiental, que realizou uma fiscalização no local. Segundo informações do tenente Átila Porto, comandante da Companhia Estadual de Meio Ambiente da Polícia Militar, foi constatado que o forno precisa de autorização do Instituto Estadual de Florestas (IEF) para funcionar.
O tenente explicou que as atividades do forno estão proibidas até a regularização da situação. “A proprietária não tinha autorização para fazer a queima da madeira e, por isso, o uso do forno está suspenso até a regularização da situação”, explicou. O estabelecimento continua funcionando normalmente, mas não pode por enquanto usar o forno na sua produção.

Ainda de acordo com o oficial não foi comprovado se o forno tem prejudicado a saúde dos moradores. “Essa informação depende de um laudo técnico que será solicitado junto a Supran/Leste, em Governador Valadares”, informou. A ocorrência será encaminhada para o Ministério Público, para averiguação das demais irregularidades.
Normalizada
Procurada pela reportagem do DIÁRIO DO AÇO, a proprietária do estabelecimento, Aparecida Ribeiro, informou que já possuía a autorização da queima da madeira, porém não estava de posse do documento no momento da abordagem pela fiscalização. Por isso, Aparecida acredita que a situação já está regularizada.
 
Empreendimento legal
 
A fiscalização da polícia de Meio Ambiente no forno da padaria no Timirim faz parte da operação “Empreendimento Legal”, iniciada no fim do ano passado. Apenas no mês de dezembro, de 81 empreendimentos vistoriados, mais de 50% estavam em situação irregular ou com alguma questão pendente.
Por ser uma região em constante desenvolvimento, o tenente Átila Porto considera que muitos empresários não buscam orientação da Polícia Ambiental na hora de instalar uma empresa. “Quando a pessoa procura o órgão ambiental, ela é orientada a seguir os procedimentos corretos e garantir a legalização do seu negócio”, defendeu.
As fiscalizações continuarão por tempo indeterminado para evitar o funcionamento de empreendimentos que desrespeitam a legislação ambiental.
 
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